Mobile RSS

rss
Assine Já
Cinco hospitais 27/07/2012

Após "peregrinar", mulher dá à luz

Compartilhar

A paciente Ana Lúcia Alves Borges, 25 anos, passa bem após “peregrinar” e dar à luz o primeiro filho, na maternidade do hospital Cura D’ars. Moradora de Aratuba, ela começou a sentir as primeiras contrações quarta-feira, 25, pela manhã. Para ter o filho, precisou passar por cinco hospitais de três cidades diferentes. O caso foi mostrado ontem pelo O POVO.

 

A primeira tentativa foi no hospital de Aratuba, no maciço de Baturité. Segundo a secretária da Saúde da cidade, Olímpia Azevedo, a unidade hospitalar só realiza atendimento básico, sendo preparada só para fazer partos normais e sem complicações. “Foi verificado que a pressão dela estava alta, medindo 14 por 10. Nas nove consultas de pré-natal, ela não apresentou esse problema. Como representava um risco para a mãe e o bebê, ela foi transferida para o hospital de Baturité, por ser uma unidade de médio risco”, explica.


Olímpia informa que, ao chegar ao hospital da cidade vizinha, a pressão de Ana Lúcia havia subido para 14 por 12, e ela já estava com a vista turva. “O risco aumentou e ela precisava de um atendimento no terceiro nível.” Por isso, a paciente foi encaminhada para Fortaleza. Chegando à Capital, a gestante foi levada à Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac). Porém, por causa da greve dos servidores da Universidade Federal do Ceará (UFC), ela não foi internada.


“Todas as pacientes que chegam ao hospital são atendidas, mas ela foi considerada de baixo risco”, informa a ginecologista e obstetra Elfie Figueiredo. Devido à redução do número de servidores trabalhando, apenas casos graves são acolhidos na Meac.


A quarta tentativa foi no Hospital Geral Doutor César Cals. Segundo a unidade, a paciente foi avaliada e realizou exames, mas também chegou-se à conclusão de que o parto não era considerado de alto risco e, por isso, não se adequava ao perfil do hospital.


A assessoria diz que os prontuários mostram que ela estava com a pressão controlada, em 12 por 7. Uma ambulância levou a paciente para a quinta e última maternidade, o hospital Cura D’ars.


A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que o hospital e maternidade José Pinto do Carmo, de Baturité, enviou a paciente para Fortaleza sem a autorização da Central de Regulação. A comunicação só foi feita depois, o que é considerado inadequado pela Sesa, pois os pacientes precisam ser transferidos com atendimento e leitos já garantidos. (Geimison Maia)

 

O POVO entrou em contato com a Prefeitura de Baturité na tarde de ontem, mas as ligações não foram atendidas e o e-mail enviado
não foi respondido.

Compartilhar
espaço do leitor
Ana 27/07/2012 17:24
Isso é uma VERGONHA! Não é "permitido" ter complicações no parto, pois nenhum hospital pode ou quer realizar uma cesariana. A criança pode morrer e não estão nem aí.
Este comentário é inapropriado?Denuncie
1
Comentários
300
As informações são de responsabilidade do autor: