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Greve 21/06/2012

Com ônibus parados, população recorre a clandestinos

No primeiro dia de greve, poucos ônibus circularam nos terminais. No Lagoa, houve bate-boca entre Polícia e manifestantes. No Siqueira, a PM foi chamada para garantir a segurança
FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA
No Terminal da Parangaba, poucos ônibus entravam ou saíam. A espera dos usuários era grande. Viaturas fizeram a segurança. Durante a manhã de ontem, manifestantes secaram os pneus de ônibus
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Ônibus parados na rua com pneus secos. Movimento reduzido nos terminais em pleno horário de pico. Passageiros no meio do caminho sem ter como ir ao trabalho. No primeiro dia de greve, a ordem dos motoristas era paralisar 100% da frota. Antes mesmo das 6 horas, manifestantes bloquearam o terminal Lagoa e bloquearam os veículos que se aproximavam. No Siqueira, ônibus com pneus secos impediam a entrada de outros coletivos. Nos terminais da Parangaba, Messejana, Papicu e Antônio Bezerra, o movimento era inconstante, deixando passageiros cheios de dúvida.

 

Athaíde Pires, 30 anos, estava indo para o trabalho quando manifestantes pararam o ônibus e secaram os pneus, em frente ao terminal Lagoa. “Trabalho perto do Iguatemi. Não tenho como pegar táxi nem moto. O jeito é esperar dar a hora para avisar à empresa”, disse. No momento em que os motoristas tiravam o pito de um pneu, na avenida Augusto dos Anjos, a Polícia Militar chegou. Houve bate-boca. “Se o rapaz quer trabalhar, o problema é dele. Isso é molecagem”, repreendeu um policial, que exigiu dos motoristas que não secassem os pneus nem parassem veículos nas ruas.


O pedido não surtiu efeito. Na avenida Gomes Brasil, muitos veículos já estavam com os pneus secos. Aqueles que conseguiam entrar no terminal eram vaiados. A PM precisou intervir e retirar manifestantes que se colocavam na frente dos ônibus.


No Siqueira, a situação era ainda pior. Uma fila de ônibus com os pneus furados na avenida Osório de Paiva dificultava a passagem dos carros, causando engarrafamento dos dois lados da via. Veículos que fazem rota para Maracanaú também foram alvo.


A todo instante, ônibus paravam e os passageiros eram obrigados a descer. “Agora estou tentando pegar carona com uma ambulância que venha deixar algum paciente. Se não for assim, perco dois dias de serviço porque trabalho um dia e folgo o outro”, disse José Tavares, 63, que é funcionário do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). O Batalhão de Choque da PM foi acionado para evitar conflitos. Por volta das 8 horas, policiais se posicionaram nas duas entradas dos terminais para garantir que os ônibus com pneu seco fossem consertados.


No Terminal da Parangaba, poucos ônibus entravam e saíam. Duas viaturas da PM faziam a segurança. A população buscava um meio de chegar ao trabalho. O jeito era enfrentar as vans lotadas e os mototáxis com preço alto. A empregada doméstica Edilene Ferreira, 24, pagou R$ 30 por uma corrida até o trabalho, próximo ao shopping Via Sul, no bairro Água Fria. Perto dela, outros passageiros comentavam que mototaxistas estavam cobrando até R$ 50 para fazer trajetos mais curtos, valor bastante acima do praticado por trabalhadores em dias normais (colaborou Samaísa dos Anjos).

 

ENTENDA A NOTÍCIA


Motoristas rejeitaram a proposta do Sindiônibus de 8,5% de reajuste salarial e começaram greve geral ontem. Alguns terminais foram bloqueados. Outros passaram a manhã inteira com movimento fraco. População teve que se virar para chegar ao destino.

 

Fala, internauta

 

“Armou-se o circo. Os motoristas riem, os empresários coçam o bolso e só a população sofre.”

João

“Quem gosta dessas greves mesmo sao alguns motoristas e cobradores vândalos, que saem por aí depredando os ônibus. Eles podem muito bem negociar e a outra parte continuar trabalhando, mas usam a greve pra badernar.”

Lívio

“A prefeitura não está nem aí nem em dia normal, quanto mais em dia de greve. Nas assembleias, a prefeita foi chamada para participar e sabe a resposta dela? “Não tenho nada a ver com a greve.”

Daniel Soares Barbosa

“Descaso total por parte das autoridades!”

Akira Saunders

Gabriela Meneses gabrielameneses@opovo.com.br
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espaço do leitor
Alaide Rocha 21/06/2012 21:57
consem os bolsos povo fortalezence, pq os empresarios tão com a vida ganha e voces ñ tão ñ. tem que corre pra chegar cedo no trabalho e os empresarios tem q corre pra ficar em forma
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Alaide Rocha 21/06/2012 21:53
o povo da construçao civil tabalha no perigo, sol quente, e aceitrão uma porcentegem bem menos pq eles ñ aceitão o q ta sendo oferecido. são muito é merecido eles. se pelo menos eles respeitasem os usuarios
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laide 21/06/2012 21:50
é isso ai a povo da costruçao civil trabalaha no pessado e perigo e tambem no sol e ganharão um almento bem menor pq eles ñ querem o q tão oferescendo.
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Alaide Rocha 21/06/2012 21:47
eles ñ respeita idoso nas parada, os coitados ficam com braço estirado pedindo pra para e sabe o q eles fazem figem q nem ver ou parão distante fazem eles corre em tempo de cair.
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Alaide Rocha 21/06/2012 21:44
todo funcionario claro merece almento, mais os motorista de onibus muitos ñ merece por conta dos maus tratos com a população.
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