O Parque Parreão se encontra abandonado. É o que denunciam moradores das proximidades e frequentadores do parque. Quem chega ao local, logo percebe a situação: bancos quebrados, correntes de proteção enferrujadas, mato crescido, mau cheiro devido à poluição do riacho canalizado que corta o parque, inexistência de pontes para atravessar o canal, calçamento quebrado.
O parque fica localizado ao lado do Terminal Rodoviário Engenheiro João Tomé, que concentra grande circulação de pessoas. Em breve, nas proximidades do parque, também funcionará uma das estações da linha Parangaba/Mucuripe, onde irá passar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “Isso aqui, bem cuidado, podia virar ponto turístico”, sugere o aposentado José Ribamar Alves, que mora há 28 anos próximo ao parque.
Segundo Alves, os problemas do lugar são de longa data. O principal deles é o mau cheiro vindo do riacho, que em determinados horários chega a ser insuportável. “Os peixes morrem todos aqui. Pela cor da água e pelo fedor deve ser fossa. Um dia, tinha até espuma”, conta. Para ele, a preservação da área verde do parque é essencial para melhorar o ar da região, que absorve a poluição eliminada pelas centenas de ônibus que circulam no terminal rodoviário.
Já a estudante Vanessa Fernandes diz evitar passar pelo parque, principalmente à noite, com medo de assaltos. Segundo ela, por causa do abandono, o local é pouco frequentado. “Isso é inadmissível. É como se o parque não existisse”, reclama a estudante. Para ela, o local poderia servir como ponto de lazer para a população, com espaços para prática de exercícios físicos e piqueniques.
Localizado entre as avenidas Eduardo Girão e Borges de Melo, o parque serve como atalho para quem precisa se deslocar entre as duas vias. No entanto, como o lugar é cortado pelo riacho, os transeuntes precisam arriscar a travessia através de tábuas com pouca estabilidade. O acesso foi improvisado por causa da ausência de pontes. “Já teve acidentes. Uma vez, um rapaz de bicicleta caiu”, revela João Rodrigues, comerciante autônomo. Ele adverte que o local também é utilizado como esconderijo de assaltantes. “Eles se escondem embaixo, no riacho. Quando alguém passa, eles atacam”, conta.
ENTENDA A NOTÍCIA
No Parque Parreão, bancos e calçamento estão quebrados. O local também não conta com pontes para a travessia do canal. Além disso, o mau cheiro vindo do riacho poluído incomoda moradores e atrai insetos.
Aline Moura
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