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SAÚDE 05/04/2012 - 01h30

Primeiro Caps 24 horas é inaugurado

O Caps SER II é o primeiro a oferecer atendimento 24 horas. Serviço visa reforçar o acompanhamento à saúde mental e à dependência química
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FOTO: MAURI MELO
Prefeita Luizianne Lins participou da inauguração do Caps

A prefeita Luizianne Lins lançou ontem o primeiro serviço de atenção psicossocial de Fortaleza a funcionar 24 horas por dia. O atendimento será no Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da Secretaria Executiva Regional (SER) II, no bairro Joaquim Távora. O objetivo é reforçar o atendimento à saúde mental e também aos casos de dependência de álcool e drogas, oferecendo espaço e acompanhamento para que os pacientes possam permanecer no Caps também à noite.

 

“Antes funcionava até 17 horas, então qualquer família que tivesse um caso de transtorno mental (depois desse horário) tinha que recorrer a um hospital”, afirmou a prefeita Luizianne Lins. Ela disse que a extensão do serviço faz parte do “esforço de reforma psiquiátrica” que a Prefeitura vem fazendo e lembrou que no início de sua primeira gestão, em 2005, havia apenas três Caps em Fortaleza (atualmente são 14).


“Com esse serviço, que é inédito no município, a gente está olhando de forma mais cuidadosa para as famílias que passam por essas dificuldades”, destacou Luizianne, que brincou citando a máxima: “De louco todos temos um pouco”. A prefeita estava acompanhada do secretário de Educação, Elmano Freitas, um dos cinco pré-candidatos do PT à sucessão municipal.


O Caps 24 horas tem 14 leitos. O atendimento é realizado por uma equipe de médicos, farmacêuticos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, massoterapeutas e artistas. Serão até 45 pacientes por mês no período noturno. Eles serão encaminhados de outros Caps e poderão permanecer na unidade por até dez dias seguidos ou 30 dias alternados, dependendo do quadro clínico de cada paciente.


“Faltava esse serviço 24 horas pra completar nossa rede de atendimento à saúde mental”, disse a secretária da Saúde de Fortaleza, Ana Maria Fontenele. A meta da Prefeitura é, até o meio do ano, disponibilizar o serviço 24 horas em um Caps da Regional I e em outro da Regional V, além de um serviço de urgência e emergência em saúde mental, que funcionará anexo ao Gonzaguinha do José Walter.


Maria Batista é atendida pelo Caps da Regional II desde que a unidade passou a funcionar e diz que o atendimento que recebeu foi fundamental para sua integração com a sociedade. “Aqui tem uma relação mais próxima entre usuário e profissional.” Eloquente, ela diz que adquiriu desenvoltura nas aulas de teatro e dança que teve durante o acompanhamento. “Não quero ser demagoga, mas aqui é muito bom. Saí do fundo do poço”, disse ela.

 

ENTENDA A NOTÍCIA


O Caps dedica-se ao atendimento de saúde mental e ao acompanhamento de pessoas com problemas de dependência química. Agora, o Caps da Regional II passa a oferecer o serviço 24 horas.

 

Serviço

Centro de Apoio Psicossocial (Caps) 24 horas

Onde: Rua Coronel Alves Teixeira, 1.500

Bairro: Joaquim Távora

Tel: (85) 3105 2632

 

Saiba mais

 

Fortaleza tem atualmente 14 Caps, divididos da seguinte forma: seis Caps Geral, seis Caps Álcool e Drogas e dois Caps Infantil. Segundo a Prefeitura, os Caps atendem mais de 14 mil pessoas por mês.


O primeiro Caps 24 horas recebeu o nome de Dr. Nilson de Moura Fé, em homenagem ao médico, falecido em 2009, que dedicou a vida profissional à saúde mental.

 

Confronto das ideias

 

Você considera o atendimento à saúde mental em Fortaleza eficiente?

 

SIM

Ampliação do atendimento
Em 2004, existiam apenas três Caps e hoje a gente ampliou o acesso da população de uma forma muito maior do que esperávamos. O que temos que fazer agora é garantir o acolhimento noturno no maior número de unidades possível em Fortaleza.


Rani Félix, coordenadora de atendimento à saúde mental


NÃO

Necessidade de ampliar
O atendimento ainda é deficiente. Não existe uma estrutura capaz de atender a demanda da população. Há uma visão reducionista voltada para a hospitalização, mas existem outras estruturas necessárias. Foi um bom começo, mas há a necessidade de ampliar esse atendimento.

Antônio Mourão, psiquiatra e articulista do O POVO

Marcos Robério
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