Os bombeiros tiveram dificuldade para controlar o fogo que tomou conta de uma empresa de copiadoras e impressoras, na rua 24 de maio, no Centro de Fortaleza. As chamas começaram no início da tarde e tomaram conta dos dois andares da Tecnovetti, instalada no local há 27 anos. Ninguém ficou ferido, já que a empresa não teve expediente ontem.
O proprietário, Otacílio Loiola de Aguiar, estima prejuízo superior a R$ 2 milhões. “Tinha muitos equipamentos novos”, comentou. “Eu entreguei pra Deus”, lamentava, observando o trabalho dos bombeiros, que durou mais de três horas. A empresa realizava assistência técnica, venda e locação dos equipamentos. “Há cerca de um ano, toda a parte elétrica da casa foi reformada”, frisou o dono. Segundo Otacílio, cerca de 30% do material tinha seguro.
Moradores da região relataram ter havido curto-circuito em um transformador de energia instalado na rua Meton de Alencar. O vigilante Erimar Lima Ferreira disse ter chamado técnicos da Companhia Energética do Ceará (Coelce), que consertaram o problema. “Mas quando estavam trocando o fio, passou um carro e puxou. Aí faltou energia. Uma hora depois de voltar, eu vi que começou o incêndio e chamei os bombeiros”. O estudante Ângelo Ávila, que mora na região, citou que a queda de energia ocorreu ainda pela manhã.
Energia
No Sindicato dos Bancárioas do Ceará, que fica em frente ao local do incêndio, um equipamento de informática conhecido por “nobreak”, responsável por estabilizar a carga energética que chega ao computador, foi danificado com a volta da energia. “Quando entrei na sala estava cheia de fumaça. Aí desliguei da tomada. Se não tivesse gente, tinha pego fogo aqui também. Foi uma carga alta de energia”, comentou Marcelo Guabiraba, analista de sistemas do sindicato.
Porém, o major Nilton Régis, responsável pelo controle do incêndio, ponderou não ser possível determinar o causador do fogo. “Depende da perícia”, citou. Segundo o major, praticamente todo o prédio foi destruído por causa da presença de muito material inflamável, como plástico e papel. Isso fez com que o fogo voltasse insistentemente. “Quase tudo foi queimado. O que não foi, ficou derretido”, ponderou, classificando o incêndio como de médias proporções. Seis viaturas foram usadas durante a operação.
O POVO tentou contatar o setor de comunicação da Coelce para confirmar se houve sobrecarga de energia na região, o que pode ter ocasionado o incêndio. Nenhuma das ligações feitas na tarde de ontem para a companhia foi atendida. (Mariana Lazari)
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