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Saúde 10/02/2012 - 01h30

Possibilidade de greve deixa pacientes apreensivos em hospitais

Conforme o Samu, nenhum servidor faltou. No Frotinha de Messejana, a mesma informação foi negada por um terceirizado. No IJF, faltas não foram percebidas. Mesmo assim, o clima de instabilidade preocupou os pacientes
FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA
Clima de instabilidade nas unidades de saúde deixou os pacientes preocupados

Enquanto servidores municipais participavam da assembleia geral na Câmara Municipal, a espera por atendimento no setor de emergência para adultos no Frotinha de Messejana era grande na manhã de ontem. Mas, segundo a secretária da direção do hospital, Edna Pereira, o movimento não refletia a falta de profissionais. “Isso é o normal”, disse. Segundo ela, todos os servidores escalados compareceram ao trabalho, “até porque não estamos em greve”.

 

Apesar da negativa do hospital, um servidor terceirizado que preferiu não se identificar afirmou ao O POVO que alguns servidores que estavam no local saíram para participar da assembleia na Câmara. Entre os pacientes à procura de atendimento, estava a merendeira Maria do Socorro de Almeida, 51. Ela afirmou que levou o filho às 7 horas para a unidade e só conseguiu atendimento às 10 horas. Com relação a uma possível paralisação, o sentimento era de medo. “Seria bom que não parasse. Quando precisar a gente vai para onde?”, questionou.


No Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o chefe do setor de enfermagem, Carlos Augusto Paiva, informou que todos os servidores estavam trabalhando normalmente. Entre socorristas e auxiliares de enfermagem, eram cerca de 40 profissionais na escala que começou pela manhã. “Alguns que estavam de folga vieram aqui conversar com a gente e foram para a assembleia”, pontuou.


Já no Instituto Doutor José Frota (IJF), maior hospital de emergência do Estado, Dalva Moura, 57, servidora do setor de arquivo, admitiu que teve gente que foi trabalhar e acabou indo para a assembleia na Câmara. Foi o caso de uma servidora do setor de fisioterapia, que foi à reunião, mas voltou para a unidade. “Foi muita gente, foram dois ônibus do IJF”, ressaltou.

 

Apreensão


Enquanto os servidores estavam mobilizados longe dali, o agricultor de Quixeramobim Francisco Balbino, 43, aguardava notícias do filho, que estava na sala de recuperação do IJF, depois de fraturar o rosto jogando futebol. O homem, que já havia dormido duas noites nas cadeiras do IJF, estava apreensivo com uma possível paralisação dos servidores. “A gente torce para que eles façam acordo, senão prejudica muito a gente”, justificou.


Em nota, o IJF informou que não foi sentida ausência significativa de funcionários em nenhum setor do hospital na manhã de ontem e que as possíveis faltas só poderão ser quantificadas hoje. Já a diretora do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Malu Costa, admitiu ao O POVO que representantes de várias categorias em estado de greve que deveriam estar trabalhando na manhã de ontem participaram da assembleia.

 

 

ENTENDA A NOTÍCIA

Conforme o Sindifort, ontem pela manhã servidores de várias categorias em estado de greve não compareceram ao trabalho para participar de assembleia geral. População está apreensiva nas unidades de saúde da Capital.

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Comentários
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espaço do leitor
Tarcísio Medina 10/02/2012 09:44
Tomara que não haja essa greve do serviço de saúde. Espero que os servidores tenham o mínimo de bom senso para não prejudicar a população.
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