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Prefeitura 09/02/2012 - 01h30

18 mil servidores podem parar a partir de hoje

Assembleia decidirá rumo do funcionalismo público municipal. Segundo Sindicato, apenas professores, médicos e procuradores não participam do movimento, que engloba 58% do recurso humano
FOTO: ANDRÉ SALGADO
Esta quinta-feira é chamada de "Dia D" pelo movimento grevista, que decide hoje se para as atividades

As primeiras horas de hoje são cruciais para o funcionalismo público de Fortaleza. Em assembleia às 9 horas na Câmara Municipal, líderes de 12 entidades representativas de servidores municipais apresentam às categorias as propostas da Prefeitura à campanha salarial 2012, discutidas ontem em mais uma rodada de negociação do Fórum Unificado, e decidem se param 100% as atividades por tempo indeterminado. Adesão pode chegar a 18.815 trabalhadores.

 

Esta quinta-feira é chamada de “Dia D” pelo movimento paredista. A promessa é suspender o expediente, imediatamente após a assembleia, no Instituto Doutor José Frota (IJF), Centro de Atendimento à Criança (Croa), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Instituto de Previdência (IPM), frotinhas de Messejana, Antônio Bezerra e Parangaba, e Gonzaguinha de Messejana.


Demais setores como Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), Usina de Asfalto, Guarda Municipal e Defesa Civil e Secretarias Executivas Regionais (SERs) decidirão, caso resolvam aderir à greve, se pararão em 48 ou 72 horas (tempo de comunicados oficiais à população serem expedidos).


À frente do processo, o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) diz que apenas médicos, professores e procuradores do Município não pararão. As categorias não apoiaram nem as paralisações-relâmpago deflagradas desde a semana passada. Juntas, elas representam 41,01% dos 31.900 ativos constantes na folha da Prefeitura.


De acordo com a Secretaria de Administração do Município (SAM), existem 2.015 médicos, 11 mil professores e 70 procuradores no corpo funcional de Fortaleza. “Demos até amanhã (hoje) para a Prefeitura repensar as propostas. Se vêm sempre as mesmas já rejeitada pelos trabalhadores, a greve geral é inevitável”, assegura a presidente do Sindifort, Nascélia Silva.


Ao O POVO, ela garantiu a manutenção de pelo menos 30% do efetivo em serviços indispensáveis, como o dos hospitais. “Se for preciso, colocamos até mais. Temos essa responsabilidade. Isso não é greve por greve”, citou.


Clima


Para a prefeita Luizianne Lins (PT), não existe clima de greve geral no serviço público municipal. “Vamos esperar, porque estamos em pleno transcurso das negociações e acredito que o movimento deve aproveitar a disposição desse governo, que fez 13 planos de cargos”, afirmou, ontem, após inaugurar a praça Jornalista Demócrito Dummar, no Siqueira.


Ela classificou a possível paralisação como “radicalização”. “Acredito que a população pode ficar tranquila, porque não tem necessidade desse tipo de comportamento”, finalizou. (Colaborou Mariana Lazari).

 

 

ENTENDA A NOTÍCIA

Após sete rodadas de negociação com a Prefeitura, servidores se dizem insatisfeitos com as propostas da gestão para a campanha salarial de 2012. Paralisação geral é forma de pressionar o governo de Luizianne Lins.

 

SERVIÇO

Assembleia dos servidores municipais

Quando: hoje, às 9 horas

Onde: Câmara Municipal

Endereço: rua Thompson Bulcão, 830

 

Saiba mais


22 pontos compõem a pauta de reivindicações do fórum unificado das categorias que podem parar hoje. Seis, porém, foram eleitos como prioritários para “questões gerais”.


São eles: reajuste com ganho real; concessão de licença prêmio pecuniária aos servidores que assim desejarem a partir de janeiro de 2013; aumento da jornada de trabalho para locais onde existe carência de servidor de 6 para 8 horas (funcionário opta por mudança e deve permanecer assim até a aposentadoria); abono do 13º salário; pagamento de anuênios e quinquênios; e realização de concurso público.

 

A pauta geral pode ser acessada em: http:// www.sindifort.org.br/ documentos/ pauta2012.pdf

 

Já as pautas específicas das categorias estão disponíveis em: http:// sindifort.org.br/ files/ pautas especificas.pdf

 

Apesar de a assembleia geral estar marcada para 9 horas, os servidores municipais prometem chegar por volta das 7h30min à Câmara Municipal.

 

Bruno de Castro brunobrito@opovo.com.br
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Comentários
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As informações são de responsabilidade do autor no:
espaço do leitor
Marcelo Cordeiro 09/02/2012 10:52
Tomara que não haja essa greve. É muita covardia dos servidores de aproveitar de um ano eleitoral para barganhar benefícios. Tá na cara que tem gente por trás articulando isso. Lamentável.
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Jose Moreira de Sousa 09/02/2012 09:49
O PT fora do governo é um quando governa é outro.Ora bolas atendam os reclames dos funcionários Dona Prefeita, você já fez greve, agora mudou de lado é ruim né? Emfim são duas caras uma antes outra depois de eleita.
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Dyego Terceiro 09/02/2012 09:31
A panela está fervendo para a Prefeitura. Isso é reflexo de uma gestão autoritária, cheia de interesses pessoais. Mais cedo ou mais tarde isso iria ocorrer.
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Dionizio 09/02/2012 08:20
Claro que os médicos e procuradores não entrarão em greve... ganham mais sozinhos. E suas greves são relampago. Pode faltar tudo para a população menos esclarecida, menos medico. E para a prefeitura não pode faltar procuradores, rs. E os professores ja tiveram la seus maus bocados...
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