A alguns quarteirões do badalado fuá das baterias de samba enredo, gente mais experiente também faz a festa. Dos tradicionais metais de Carnaval no Largo da Mocinha ao brega elétrico do Flórida Bar, foliões aproveitam aquele (Pré) Carnaval tranquilo e animado do confete e serpentina.
“Não é Carnaval de música antiga. É o Carnaval da música eterna”, defendeu com ares de filósofo o fundador do bloco “Não ispaia sinão ienchi”, Dilson Pinheiro. Pois é só o sol pensar em se pôr que as músicas eternas começam a sair dos trompetes e a sacudir o povo da Mocinha. “Venho para cá há sete anos. O bom é que o bloco fica parado”, afirma o empresário Pedro Wilson, dando conta da idade.
No Largo da Mocinha, ninguém reclamava de insegurança, pelo menos até a noite cair pesada. “Quando a hora começa a avançar, a gente fecha porque gente que vem lá de baixo (Praia de Iracema) toma tudo e vira bagunça”, reclama a proprietária de bar.
Na rua Dom Joaquim, o público do famoso domingo do Flórida estava tão animado quanto os foliões da Mocinha. “É gente da melhor idade que faz a melhor folia!”, brada feliz o dono e organizador, Francisco Hermínio. Entoados por “águas vão rolar”, tocado pelos velhos conhecidos do bloco “Sou brega, mas quem não é?”, idade realmente não era peso para manter os pés daquela gente no chão.
NÃO CURTI
CARROS NA CALÇADA
Na Monsenhor Tabosa, não eram poucos os carros estacionados nas calçadas. Os pedestres ficaram encurralado.
CURTI
TRAVESSIA CIDADÃ
Vários foliões faziam questão de atravessar na faixa e andar pela calçada para garantir uma travessia segura, mesmo na agitação.
Luar Maria Brandão
luar@opovo.com.br
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