O jovem é natural do Amazonas, mas há alguns meses mora na praça Almirante Saldanha. O sustento vem dos motoristas que estacionam por ali. Diz ser graduado em Teologia, além de ter cursado Direito e Filosofia. “Vim parar aqui por causa do vício”, confessa.
Assim como o homem, conhecido pelo estado de origem entre os demais moradores da área, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) identificou muitos usuários de álcool e drogas no entorno do Dragão do Mar. Por isso, integrá-los às políticas de assistência do Município é desafio, avalia a coordenadora da Proteção Social Especial, Andréia Cortez. “A gente tem conhecimento da situação, mas um complicador pra gente hoje é eles fazerem uso abusivo de álcool e outras drogas”, cita.
De acordo com Andréia, uma equipe atua diariamente em três turnos no entorno do Centro Dragão do Mar realizando abordagem dos que ali vivem. Porém, ela destaca, a população de rua não é fixa. “Quando a abordagem de ruas volta nem sempre encontra as pessoas”, comenta.
Aos moradores de rua, o Município oferece espaços de acolhimento noturno, tratamento de saúde e psicológico e moradia. Para isso, frisa a coordenadora da Semas, é preciso querer ser ajudado.“Agora, nós estamos num processo de convencimento das pessoas. Se não aderirem a tratamento de saúde, tratar o uso abusivo, ficamos com poucas possibilidades de fazer atendimento”, lamenta Andréia Cortez, que cita serem mais de duas mil pessoas em situação de rua em Fortaleza. (ML)
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