Professores, psicólogos, pesquisadores e pais de crianças que possuem necessidades especiais reuniram-se ontem no Centro Internacional de Análise Relacional (Ciar). O intuito foi discutir o atendimento a pessoas com necessidades educativas diferenciadas e dialogar sobre inclusão.
Por mais que a Lei nº 7.853/1989 obrigue as escolas a aceitarem pessoas com deficiência, para a psicóloga Gilvana Cavalcante, 45, mãe de uma criança com autismo, não foi fácil na hora de procurar um colégio. “Apesar de ser uma lei, as crianças ainda são recusadas. É importante que tragam a inclusão não só para as escolas, mas para a sociedade”.
Conforme Leopoldo Vieira, diretor nacional do Ciar, muitas pessoas ainda não compreendem a importância da inclusão. “Uma criança fora dos padrões é considerada ‘boba, tonta, que não sabe nada’. Isso às vezes é dito pela família, pelos coleguinhas”. Segundo ele, quanto mais uma criança sem deficiência conviver com aquelas que têm necessidades especiais, mais ela estará preparada para aceitar a diversidade.
Para ele, qualquer criança consegue aprender, mas cada uma possui um ritmo diferente. Leopoldo crê que as escolas precisam estar mais abertas e capacitar todos os seus profissionais, não só o professor.
Com a educação inclusiva, especula-se que os centros de educação especial possam acabar, mas o diretor acredita que deve haver cada vez mais uma parceria entre as escolas especializadas e as inclusivas. Ele firma que há casos em que é importante que a criança com deficiência também estude em escolas especializadas e participe de atividades com seus pares. (Danilo Castro)
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