Durante esse tempo todo, quatro momentos foram assustadores na história da família de navegadores. Em Portugal, enquanto estavam aportados, um vento forte levou o barco embora, mas que, felizmente, foi encontrado horas depois.
No estreito de Gibraltar, uma separação entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, o barco perdeu os dois motores devido a uma falha mecânica. “Nós voltamos para a costa a vela, navegamos por sete horas em um trecho que poderia ser percorrido em uma. Foi muito difícil”, conta João Carlos.
Outra vez foi uma tempestade na Sicília que trouxe um vento de 57 nós. “Para se ter uma ideia, no Ceará o vento não passa de 40 nós”, explica o comandante. Na última vinda a Fortaleza, em 2009, outra tempestade surpreendeu o casal, um raio atingiu o barco e eles perderam vários equipamentos no oceano Atlântico.
Se eles sentiram medo? “A gente tem consciência que no mar pode dar tudo errado e morrermos, mas, com a violência em terra, o risco é muito maior. No barco, eu faço estudo, prevejo o tempo. E a violência, como posso prever?”, rebate João.
As aventuras do casal já foram publicadas em matérias do O POVO. Em uma delas, em março de 2008, O POVO contou a história da família velejadora. Na época, o barco havia quebrado e eles tiveram de voltar mais cedo. Voltaram e foram de novo. (DC)
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