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São Silvestre 31/12/2012

Corrida de São Silvestre é disputada sem estrelas

A tradicional corrida de São Paulo perdeu boa parte de seu brilho e já não atrai sequer os principais corredores do atletismo brasileiro. Este ano, as vagas para os 25 mil corredores se esgotaram no início de dezembro
FOTO: BANCO DE DADOS
A Corrida de São Silvestre reúne atletas de todo o País e do exterior por ruas e avenidas de São Paulo
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Os dois irmãos gêmeos, convidados por um tio, vieram passar uns dias do final do ano de 1984 em São Paulo. No dia 31 de dezembro, interromperam um passeio para contemplar um evento - era a Corrida de São Silvestre que passava. Eles assistiram, ganharam uma espiga de milho e a primeira referência de uma prova, em sua 88ª edição, que vão disputar nesta segunda-feira, a partir das 8 horas (de Fortaleza).

 

Paulo Roberto de Almeida Paula é um maratonista de 33 anos - ficou em oitavo lugar nos Jogos Olímpicos de Londres com 2h12min17. Luiz Fernando de Almeida Paula também é um fundista de respeito. Os dois não recordam que o português Carlos Lopes, campeão da maratona olímpica de Los Angeles naquele mesmo ano, venceu em São Paulo em 1984. Ficaram as memórias da São Silvestre noturna. “Eu gostaria de correr essa prova à noite. Era bonito, você via as luzes das motos dos batedores. Gostaria de um dia ver isso de novo”, disse Paulo Roberto.


A São Silvestre atual já não cativa os irmãos. “Há provas no Brasil que são dez vezes melhores do que a São Silvestre”, disse Paulo Roberto, citando as Dez Milhas Garoto. O patrocinador da prova, que é disputada todo ano em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, oferece um carro 0km e prêmio em dinheiro ao vencedor.


No ano passado, os irmãos correram a São Silvestre de Luanda, em Angola. Paradoxalmente, é uma empresa brasileira, a Camargo Correa, uma das fontes de patrocínio que tornam a homônima africana da prova paulistana mais atraente para corredores de elite. Cada um deles recebeu um cachê de R$ 30 mil para correr lá.

 

Segundo escalão


Enquanto alguns brasileiros são atraídos ao continente africano, africanos de segundo escalão, que não podem sonhar com premiação na pova angolana, correm atrás de reais no Brasil. E o segundo escalão é forte o suficiente para derrotar atletas do primeiro escalão nacional. Em abril, por exemplo, Joseph Aperumoi, um queniano de 22 anos, superou Marilson Gomes dos Santos, melhor fundista do Brasil, na Meia Maratona de São Paulo.

 

 

ENTENDA A NOTÍCIA


A tradicional Corrida de São Silvestre será disputada pela primeira vez no horário da manhã, em São Paulo. A corrida perdeu em prestígio e já não consegue atrair atletas de renome no cenário internacional.

 

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