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Boxe 23/09/2012

Ringue em tempos de octógono

Sem força no universo profissional, o boxe se mantém vivo no amadorismo e vira base de preparação para o MMA
SARA MAIA
Boxe resiste atualmente pela alta procura de quem busca emagrecer ou criar bases para o MMA
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Em tempos de octógono, o boxe busca compreender seu futuro. A prática do pugilismo, ofuscada por grandes confrontos de MMA, é assombrada pela possibilidade de cair no esquecimento. Os grandes ídolos já largaram os ringues e a modalidade perdeu espaço. Ou será que passa apenas por readequações?

 

Com a escassez de atrações midiáticas envolvendo o boxe, mudou o perfil dos praticantes. O sonho de tirar o sustento usando os punhos cedeu lugar à busca por uma vida saudável e ao projeto de ter um ponto de partida para ingressar nas artes marciais mistas.


“O boxe profissional sofreu uma queda por conta do MMA e há pouca luta importante no boxe profissional. Agora, no amador, tem mais gente lutando. Os que estão treinando amadoramente seguram a modalidade”, explica Renato Farias, professor de boxe da academia Planet.


De acordo com Renato, a modalidade também é obrigação quem visa entrar de cara no mundo lucrativo das artes marciais mistas. “O lutador de MMA que não souber lutar boxe vai se complicar”, destaca o professor.


Nesta nova leva de boxeadores, o público feminino tomou seu espaço. “O boxe, hoje, é bem misto. Tem muitas mulheres treinando. É uma arte completa porque trabalha todos os movimentos. É um verdadeiro bailar”, afirma Ronaldo Arruda, que dá aulas na BLEC.

 

A lei de quem paga melhor

A realidade difícil faz o lutador profissional migrar do boxe para a grande sensação do momento. E não é à toa. O Ultimate Fighting Championship (UFC), por conta de sua série de eventos milionários, apresenta o ápice da estabilidade para quem vive de artes marciais. A organização emprega mais de 300 lutadores. Estes profissionais ganham, em média, US$ 100 mil por ano.

 

É fato que as (raras) estrelas do boxe mundial – Manny Pacquiao e Floyd Mayweather estão aí para provar – ainda conseguem faturar mais dinheiro por luta do que medalhões do UFC.


São aproximadamente US$ 20 milhões nos ringues contra US$ 5 milhões faturados no octógono. Porém, a audiência conquistada pelo império de Dana White faz com que o número de atrações aumente e os atletas envolvidos tenham mais estabilidade. Resta ao boxe uns poucos casos isolados que ainda atraem multidões.


Para a maior parte dos lutadores de MMA e pugilistas no Brasil, o valor da bolsa salarial é parecida. Ganham entre R$ 800 e R$ 500.


A diferença está na quantidade de eventos. O ‘boom’ protagonizado por Anderson Silva, José Aldo, dentre outros, movimenta públicos maiores e, consequentemente, mais investimentos de patrocinadores para a realização dos combates.

 

Resistência

“Os boxeadores que estão treinando amadoramente seguram a modalidade”

 

Renato Farias, professor de boxe

André Victor Rodrigues andrevictor@opovo.com.br
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