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Futsal 04/02/2012 - 15h00

Amargo presente

Apesar de um Estadual competitivo atualmente, o futsal cearense vive decadência jamais imaginada nos anos 80 e 90
FOTO: IGOR DE MELO
Futsal cearense já não consegue ter a mesma visibilidade de antes

Neste fim de semana, a seleção brasileira de futsal, com Falcão e companhia, tem compromissos em Fortaleza e Itapipoca: amistosos contra a seleção cearense. Em outras décadas, o jogo seria praticamente um encontro entre as seleções A e B das quadras cearenses. Mas agora o contexto é diferente. Se antes os apaixonados pela modalidade em todo o país tinham a capital cearense como Meca, hoje não restaram muito mais que as referências históricas.

 

“No começo eram só times, não havia negócios envolvendo muito dinheiro”, analisa Sérgio Redes, ex-jogador e ex-treinador.


O Sumov, que de 1972 a 1986 conquistou 5 títulos da Taça Brasil, não tem nem a sombra das verbas de outrora. Num lampejo, ainda conquistou sua sexta taça, em 2001. Atualmente, apesar de continuar formando novos jogadores, sofre com a falta de apoio. “Os melhores atletas que nós temos vão logo embora”, lamenta o Cel. Gomes da Silva, presidente do time.


Na contramão do futsal que movimenta dinheiro nas regiões Sul e Sudeste, no Ceará a primeira preocupação é evitar a falência. “Nós não temos a arrecadação que eles têm lá”, reclama Lívio Amaro, um dos responsáveis por trazer a modalidade para o estado. Depois dos tempos estrelados pelos altos investimentos do Sumov e do Banfort (Banco de Fortaleza), restou uma realidade difícil.


Se a falta de dinheiro é problema, há quem aponte, também, outro fator: as raízes dos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), com Aécio de Borba à frente desde sempre, em 1979, e da Federação Cearense de Futsal, com Sílvio Carlos há quase 20 anos na presidência.


Mas apesar de ter perdido credibilidade nacionalmente, o futsal no Ceará ainda respira. Devagar, ele consegue ter um dos campeonatos estaduais mais competitivos do Brasil.

 

 

CARTA MISTERIOSA


COI

Nuzman alega ter uma carta do COI permitindo sua reeleição, mas ninguém viu tal documento

 

1995

Nuzman preside o COB desde 1995. Se reeleito, ficará no cargo até o fim dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro

Eleição

A eleição ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer após os Jogos de Londres (27 de julho a 12 de agosto)

 

Conquistas


Camp. Brasileiro de Seleções

 

Rio Grande do Sul – 8 títulos

Rio de Janeiro – 6 títulos

Ceará – 4 títulos

São Paulo – 3 títulos

Santa Catarina – 2 títulos

Minas Gerais e Pernambuco – 1 título

Seleção Cearense

Campeã do Brasileiro de Seleções - 1967, 1969, 1973, 1991

Taça Brasil – Títulos cearenses

Sumov - 1972, 1978, 1980, 1982, 1986, 2001 (dividido com Carlos Barbosa/RS)

Banfort - 1991

 

EM ALTA


RESISTÊNCIA

Mesmo sem credibilidade nacional, o futsal no Ceará ainda consegue manter um campeonato estadual competitivo

 

EM BAIXA

 

CREDIBILIDADE

O futsal cearense já teve os melhores times do Brasil, como Banfort e Sumov

Ana Flávia Gomes

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Comentários
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As informações são de responsabilidade do autor no:
espaço do leitor
nauri araujo 05/02/2012 10:08
O nobre jornalista que escreveu essa matéria sofre de um mal que o futebol cearense que é o complexo de inferioridade , o futsal ceraense ainda é um dos melhores do país no entanto sofre com a mercantilização do sul, pois ainda temos inocencia do amadorismo que deveria prevalecer.
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