CONSTRUÇÃO CIVIL 29/09/2016

Chineses querem fábrica de edificações no CE

A Broad Sustainable Building (BSB) é uma empresa especializada em inovações na área de arquitetura modular pré-fabricada. A proposta é começar a partir de 2017 a montagem de uma fábrica no Ceará
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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br
ANDRÉ LIMA/DIVULGAÇÃO
Zhang Yue, CEO da BSB, conhecida mundialmente por ter construído um edifício de 57 andares na China em apenas 19 dias


O empresário chinês Zhang Yue, CEO da Broad Sustainable Building (BSB), especializada em edifícios pré-fabricados que conseguiu erguer um arranha-céu de 57 andares em apenas 19 dias na cidade de Changsha, na China, mira negócios no Ceará. Desde domingo no País, ontem, ele esteve em Fortaleza apresentando novas tecnologias no InovaConstruir Experience, evento promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Ele diz que está em busca de parceiros locais para implantação de uma fábrica de edificações com a tecnologia chinesa, que promete reduzir custos, tempo e impactos ambientais.


 

A BSB não é uma construtora e sim uma empresa especializada em inovações na área de arquitetura modular pré-fabricada. Na prática, seria fazer para uma construtora todas as peças de um edifício, com todo o encanamento, ligações elétricas e condutores de ar, para montá-los em outro local.


As conversas com empresários locais estão em estágio inicial, mas Zhang Yue diz que a ideia é começar a partir de 2017 a construção de três plantas no Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza são as cidades prospectadas. Outra possibilidade é o uso da tecnologia numa parceria. “Seríamos um dos investidores e faríamos um projeto em cooperação com parceiros locais”.


O valor do plano de investimento necessário para o projeto ainda não foi fechado, mas o custo de uma fábrica de pequeno porte é estimado em pelo menos US$ 100 milhões. Após visitar outros estados, ele diz que o modelo seria muito útil para o Brasil tanto para resolver a questão das favelas com a construção de casas populares de melhor qualidade em menos tempo, como para construir arranha-céus para melhorar o adensamento populacional nas cidades.


Com mais de 100 patentes registradas, ele explica que 90% do trabalho de construção do prédio é feito na fábrica. Neste modelo, materiais como cimento e concreto têm menor participação e dão lugar para materiais inovadores como placas de aço inoxidável na estrutura e fibras de carbono. Ele assegura que, na fábrica, são feitos testes de resistência do edifício em casos de terremoto. A tecnologia também trouxe de seis a dez vezes mais eficiência, o que reduz substancialmente o tempo de construção. Porém, afirma que mais do que rapidez, o que a empresa busca é reduzir o consumo.


“Por não utilizar de eficiência na construção, os prédios geram muito desperdício e isso não é só aqui no Brasil, é no mundo todo”, exemplificando que nos prédios, graças às intervenções feitas nos materiais e em sistemas de iluminação e refrigeração, houve redução de 80% os gastos com energia aos moradores.


Ele diz que o custo de construção de uma casa popular inovadora costuma ser o mesmo de uma pelo método tradicional no Brasil. Já em prédios com mais de 60 andares, é possível reduzir o valor à metade ou menos.


Avaliação

O presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro, diz que a instalação de uma indústria dessas no Ceará não é simples, mas que pode ser um bom negócio para o Estado. ”É uma indústria que a gente pode colocar no Ceará e exportar para os outros estados do Brasil com ganho de produtividade, com sustentabilidade, é um avanço. Mas precisa de muito estudo ainda para saber se temos condições de fabricar aqui o que ele faz lá”.

 

Saiba mais


Nos últimos dois dias, o InovaConstruir Experience, realizado pelo Sinduscon-CE, reuniu no Hotel Gran Mareiro especialistas e empresários em torno da temática inovação no setor da construção civil.


“O setor estava parado, o evento mexeu com a cabeça do setor. Não adianta ficar reclamando, tem que partir para inovação para criar novos mercados, criar novos produtos e pensar em melhorar produtividade para o nosso setor voltar a crescer novamente”, diz André Montenegro, presidente do Sinduscon-CE.

 

espaço do leitor
Maciel 30/09/2016 19:20
Esse vermelho os hipócritas querem. Beijam até a bandeira vermelha.
Eduardo Barros Leal 29/09/2016 08:08
Faltou explicar que redução nos custos tem a ver com as condições de trabalho dos operários, que na China beira a escravidão, carga de trabalho pesadíssima, e ZERO de direitos trabalhistas, claro que uma estrutura pre moldada com materiais revolucionários elimina custos, mas baixar o custo de um edificio em 50% ou mais, soa como exploração de mão de obra, onde aliás, os chineses são mestres.
Dr. Mundico 29/09/2016 06:29
Quem muito faz, aprende melhor e sabe mais.
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