Comércio 28/09/2016

Greve compromete contratação de temporários

Varejistas do Centro começam a descartar novas vagas de empregos para fim de ano
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Lígia Costa ligiacosta@opovo.com.br
CAMILA DE ALMEIDA
Paralisação dos bancos que já dura 23 dias prejudica o consumidor e já impacta o fim do ano do varejo


A greve dos bancários chega hoje ao 23º dia. Além de gerar transtornos a usuários, a paralisação provocou uma diminuição nas vendas à vista (em dinheiro) no setor varejista, comprometendo a contratação de trabalhadores temporários no fim do ano.


 

“Essa retração no varejo desmotiva contratações em dezembro, quando muitas pessoas são contratadas para serviços provisórios e ficam efetivados nas empresas. Estamos pensando em não contratar”, afirma Assis Cavalcante, presidente da Ação Novo Centro e diretor da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CLD) de Fortaleza.


Segundo ele, hoje existem, só no Centro, 7.800 empresas com 64.350 pessoas trabalhando. “Pessoas das classes C e D gostam de ir ao Centro por achar que lá compram coisas mais baratas, mas, com essa greve, elas estão sem dinheiro para circular”.


Ele calcula que as vendas em dinheiro representam até 25% do varejo no Centro. Estima também que na terceira semana de setembro de 2016 houve uma retração de 4% na venda em dinheiro na região, em comparação às mesmas semanas de 2014 e 2015. “O Centro é o coração do varejo, mas trabalha menos com cartão de crédito. Não dá para ficar dois dias a mais com essa greve”, reclama, embora não se oponha à paralisação, mas à sua duração longa.


Transtornos

Na última segunda-feira, 26, O POVO visitou agências no Centro e verificou um movimento reduzido, naturalmente contrastante com os dias subsequentes à deflagração da greve. Os problemas relatados, no entanto, são os mesmos.

 

Marcelo Ferreira, 50, motorista autônomo, critica a impossibilidade de fazer uma transferência para fechar negócio. “Não tem ninguém para dar atenção à gente”, conta. “O dinheiro está na minha conta. Quero ajudar meu filho e não posso. Ele precisa do carro dele”, reclama a mãe de Marcelo, Maria do Carmo da Silva, 75.


Francisco Tiago, 29, vendedor, conta que, o acesso à Internet não democratiza as facilidades. “Principalmente para o idoso, não dá para resolver muita coisa não. Vim fazer saque e pagamento, mas como faço muita coisa pela Internet, a greve não me afetou tanto”.


“A greve prejudica quem quer fazer pagamentos de boletos acima do valor que a agência lotérica recebe. Era para ter pelo menos isso”, reivindica José Carneiro, 62, comerciante.

 

> TAGS: economia
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