EMPRÉSTIMO E FINANCIAMENTO 26/09/2016

Dívida em dia exige planejamento

Para não se complicar, o consumidor deve avaliar situação presente e futura e se planejar antes de assumir um financiamento ou empréstimo. Saiba como fazer um bom negócio com o crédito adquirido
notícia 0 comentários
{'grupo': 'Da Reda\xe7\xe3o O POVO', 'id_autor': 16390, 'email': 'artumira@opovo.com.br', 'nome': 'Artumira Dutra '}
Artumira Dutra artumira@opovo.com.br

 
O crédito pode ser um grande aliado para melhorar a vida e realizar sonhos mas é preciso saber usar para não ter problemas futuros. Por isso, antes de contratar um um financiamento ou empréstimo siga os conselhos dos especialistas.

 

Pesquisar sempre a taxa de juros e demais acréscimos é um deles. Outro é não comprometer o orçamento com dívidas.


O diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, recomenda usar o crédito com moderação e conscientemente.

 

“Se possível adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista evitando os juros. Entretanto, caso não seja possível pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis porque quanto menor o prazo menor a incidência de juros”, comenta.


O professor de Economia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Allisson Martins, afirma que nos empréstimos e financiamentos a taxa de juros sempre deve ser o item de maior relevância. Explica que devido a algumas taxas, tarifas e outros valores acessórios, o consumidor deve ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET).

 

Sobre o número de prestações chama a atenção para o equilíbrio financeiro. “Se recomenda que a prestação não deva utilizar toda a margem disponível da renda, pois os imprevistos ocorrem mais do que desejamos, de maneira que deixar uma “sobra de recursos” no orçamento familiar é uma estratégia inteligente”.


Para o consultor financeiro pessoal, Kleber Rebouças, o mais importante a ser observado é a capacidade de se arcar com o custo do financiamento. “Apesar de se ouvir falar muito em limitar a prestação a 30% da renda, particularmente, acho que não deveria passar de 10%. Se for muito importante o financiamento, 15%”, avalia.


O economista Gilberto Barbosa destaca que em hipótese alguma o consumidor deve deixar de pagar toda a fatura do cartão de crédito. Lembra que com os juros do cartão de crédito a dívida cresce muito rápido e pode se tornar impagável. Considera ainda que não vale a pena se endividar para adquirir bens de consumo. “O ideal é usar crédito apenas para adquirir bens que valorizam com o tempo, como imóveis. Ou se a taxa de juros for muito baixa. Um bom referencial é verificar se a taxa de juros está abaixo do CDI (Certificado de Depósito Interbancário)”, comenta.

Como definir o parcelamento
Sobre o número de parcelas do empréstimo ou financiamento, o diretor da Anefac, Miguel Ribeiro diz que o ideal é efetuar o financiamento no menor prazo possível, pois quanto menor o prazo menor será a quantidade de juros que irá pagar. “Entretanto aqui a pessoa tem que considerar que o conjunto de suas dívidas mensais (carnês e financiamento) não ultrapassem 25% da sua renda senão ela não conseguirá depois pagar estes empréstimos”, explica.


Para o economista Gilberto Barbosa não há número ideal de parcelas. Mas concorda que é importante evitar parcelar em muitas vezes e acabar pagando juros em excesso. “Você pode acabar pagando múltiplas vezes o valor do bem à vista”, completa.

espaço do leitor
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.
0
Comentários
500
As informações são de responsabilidade do autor:
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS

Jornal de Hoje | Economia