MDIC 23/09/2016

Brasil Mais Produtivo vai atender 120 empresas no Ceará

Em entrevista ao O POVO o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, afirmou que os setores atendidos serão metal mecânico, calçados e confecções
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Nathália Bernardo nathaliab@opovo.com.br
WASHINGTON COSTA/MDIC
Ministro Marcos Pereira faz hoje em Fortaleza o lançamento do Brasil Mais Produtivo e da nova fase do PNCE


Com a meta de capacitar 120 pequenas e médias indústrias no Estado, dentre as 3 mil em todo o País, e com 51 já inscritas na primeira fase, o programa Brasil Mais Produtivo será lançado hoje no Ceará. Junto dele, também haverá lançamento da nova fase do Programa Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), para o qual não há número estabelecido de empresas atendidas.


Em entrevista exclusiva ao O POVO, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira afirmou que os setores atendidos pelo Brasil Mais Produtivo serão metal mecânico, confecções e calçados. “Já o PNCE vai atender empresas que já exportaram e não exportam mais, as que exportam esporadicamente, ou que nunca exportaram e desejam exportar”, disse ele, que estará hoje no Ceará para fazer o lançamento na Casa da Indústria. Ambos os programas consistem em capacitação e consultoria, visando melhorar produtividade e competitividade.


Questionado qual seria o caminho para melhorar a participação do Ceará na indústria brasileira, que é de apenas 1,7% conforme dados referentes a 2013 e divulgados neste ano pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro disse que a solução passa pelo diálogo. “Temos que ter diálogo amplo com indústria local, procurar sermos mais igualitários. Temos que entender o sentimento do industrial”.


Diante do exemplo sobre as políticas de desoneração da indústria automotiva, que começou a ser aplicada em 2012 e beneficiou a indústria do Sudeste, ele afirma que as políticas do Governo Federal não têm intenção de privilegiar nenhuma região. “Queremos desenvolvimento e emprego em todas as regiões”.


Ele também descarta a retomada da política de redução de impostos para estimular alguns setores. Por outro lado frisa, mencionando o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que não há aumento previsto da carga tributária federal. Mas desde que “conseguindo aprovar o teto de gastos”.


Como exemplo de parceria entre governos, Pereira cita o Maranhão, que tenta atrair a instalação de uma siderúrgica chinesa, contando com apoio do Ministério na negociação. “Nesse caso, estamos trabalhando juntos. O Governo pode viabilizar incentivos”.


Já sobre o Ceará, ele diz não estar diretamente envolvido em nenhuma negociação, nem para uma refinaria – para a qual o Governo do Estado busca alternativas privadas ao cancelamento do projeto da Premium II, da Petrobras –, nem para o Aeroporto de Fortaleza, que integra o plano de concessões federais.


Apesar disso, o ministro diz que está trabalhando para viabilizar parcerias para as concessões. “O Brasil passa por um novo momento, sem ideologias. Estamos reinserindo o Brasil no cenário externo”, conclui o ministro.

 

SERVIÇO

 

Inscrição no Brasil Mais Produtivo: www.brasilmaisprodutivo.gov.br

 

Saiba mais


Os programas

Em todo o País, o Brasil Mais Produtivo deve atender 3 mil empresas – com 2.707 já inscritas – e conta com investimento de R$ 50 milhões na primeira fase. Não há valor definido para o Ceará. O programa estima aumento de 20% na produtividade das indústrias atendidas. Para participar, as indústrias precisam se inscrever e passar por um processo de seleção. Podem participar empresas inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs). O programa visa redução de sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

Para o PNCE, em nível nacional e estadual, não há número de empresas e investimento previstos. O Ceará é o 19º a receber a nova metodologia do programa, que foi lançado no Governo Dilma. O MDIC afirma que o Ceará tem grande potencial de exportação em vários setores, citando como destaque vestuário e acessórios, alimentos, produtos minerais não-metálicos, produtos de metal e móveis. Nesses setores, o MDIC identificou mais de 6.450 empresas.


O Plano é desenvolvido em cinco etapas: sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. As ações de apoio são feitas por um comitê local, que conta com participação de Governo Federal, Governo do Estado e setor privado, já instalado no CE.

 

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