Tempo das delicadezas 21/09/2016

Casa de Vovó Dedé: Sempre cabe mais um

Empresários cearenses se unem para manter vivo o projeto que desde 1963 cria oportunidades para jovens e crianças carentes. Em 2002, a Casa de Vovó Dedé virou escola de música e, atualmente, tem 870 alunos e vagas abertas
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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
CAMILA DE ALMEIDA
Wagner Barbosa, diretor-executivo da Casa da Vovó Dedé, conta que os alunos querem continuar na música recebem treinamento específico para que passem nos vestibulares das universidades


Um espaço onde sempre cabe mais um. Os jovens que por lá passam se desenvolvem por meio, principalmente, da música erudita, e recebem ensinamentos gratuitos para se tornarem homens e mulheres de bem. Essa é apenas uma pequena descrição da Casa de Vovó Dedé - entidade civil sem fins lucrativos que começou, em 1963, como escola formal e se transformou, em 2002, em escola de música, após a morte do seu fundador, Francisco de Paula Barbosa, mais conhecido como Mansueto Barbosa. Apesar da mudança, a ideia inicial de valorizar o tempo livre de crianças carentes se manteve.


 

De lá para cá a música deu o tom que fez a casa crescer e se tornar o que hoje compõe um lugar com oficinas de cinema, fotografia, clube literário, biblioteca e tudo o que for necessário para que a vulnerabilidade social dos jovens da Barra do Ceará se converta em futuro próspero. Além dos jovens, sessenta idosos das comunidades do bairro recebem cesta básica todo mês.


E quem decidiu tocar a Casa de Vovó Dedé após a morte de Mansueto Barbosa foi sua esposa, Regina Barbosa, 72 anos. Como não tinha mais condições de manter a escola formal para as 300 crianças que atendia na época, montou a escola de música, sendo a primeira professora de piano do projeto. Para ela, a Casa de Vovó Dedé é resumida em uma frase: “é minha vida”. E apesar de ainda presente no projeto, Regina passou a batuta para o filho Wagner Barbosa, diretor-executivo da entidade.




Mas não há quem não fale o nome Regina sem destacar um sorriso de gratidão no rosto. Michelle Lucena, 23, pianista formada na entidade e na Universidade Estadual do Ceará (Uece), foi a primeira aluna de Regina e faz questão de falar do apoio que recebeu em cada tecla do piano que toca desde seus 10 anos com o apoio da professora. “Tia Regina me acompanhou desde pequena. Deu-me aula até um ano antes de entrar na Uece e hoje estou tentando mestrado na França”, conta.


O apoio que Michelle recebeu na entidade continua. Hoje ela tenta uma bolsa para estudar no Conservatoire International de Musique de Paris (Cimp). Wagner diz que mantém contato com professores e com a universidade parisiense para que o sonho de Michelle se torne realidade.


“A música educa de uma forma muito firme. Tudo que eles aprendem com a música levam para qualquer atividade que eles irão desenvolver no futuro”, destaca Wagner. Futuro esse que Karina Toledo, 22 anos, pianista, também lapidada na Casa. “Quero ir para a França ou para os Estados Unidos”, diz.


Apoio

A orquestra da Casa de Vovó Dedé ainda tem muita melodia pela frente. Hoje, 870 crianças e jovens passam pelas oficinas do projeto. Além da flauta, violoncelo, piano, violão e violino, a preocupação da entidade também está em preparar os alunos para entrar em uma faculdade. “Dependendo do que querem fazer, a Casa apoia. No caso dos que querem continuar na música, por exemplo, a gente dá treinamento específico para que eles passem nos vestibulares das universidades”, diz Wagner.

 

Nesse acompanhamento dos pupilos, percebeu-se que a dificuldade maior para adentrar ao ensino superior era com a redação. Portanto, a Casa de Vovó Dedé agora possui, além de aulas de inglês, uma oficina de redação.

 

espaço do leitor
Dimas de Castro 21/09/2016 05:31
Grande trabalho social iniciado pelo Sr. Mansueto e D. Regina, que hoje da muitos frutos com o empenho dos familiares e colaboradores, em especial o filho Wagner Barbosa. Vida longa a iniciativa que já ajudou e ajuda tanta gente!
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