Eles não podem faltar 19/09/2016

Seguros: prioridades são as coberturas para veículos e residências

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Efeito da crise econômica que o Brasil atravessa, consumidores mudaram seus hábitos de consumo e começam a repensar onde melhor investir e que tipos de seguros fazer.


Economista e corretor de seguros, Aldífax Bessa recomenda priorizar seguros de veículo, residencial e de vida. Embora demandem um gasto extra, os seguros podem evitar gastos desnecessários no futuro. Segundo o corretor, o seguro automotivo - um dos mais procurados em Fortaleza - é imprescindível na Cidade, visto que os índices de criminalidade são altos e os problemas de engarrafamentos e acidentes de trânsito são comuns.


Segundo ele, “as pessoas compram seus carros geralmente parcelados, com dificuldade, e acabam mantendo o seguro”, mas, por outro lado, reivindicam preços mais baixos que os praticados anteriormente no setor, diminuindo, por consequência, a margem de lucro dos corretores. “Você fazia seguro no ano passado por R$ 2 mil e agora faz por R$ 1.800. Não houve queda na demanda, mas sim uma briga pelo preço baixo”.


Apesar do travamento da renda familiar, o economista garante que o setor de seguros vem se mantendo com demanda estável no mercado, principalmente devido a uma mudança na cultura de consumo. “As pessoas estão com tanta consciência de proteger seu patrimônios, que, nesse momento, o seguro residencial está com uma procura enorme”, registra.


Corretor de seguros e sócio da Guia Corretor de Seguros, Emílio Mamede Studart também ressalta para a importância de se ter um seguro automotivo. No entanto, afirma que, com a queda na venda de veículos, a demanda por seguros do tipo sofreu uma retração em seu negócio. “Devido ao problema financeiro, esse ano houve uma queda nas vendas de seguros em geral em torno de 10 a 15%, em comparação ao ano passado”


Para contornar a queda na demanda por seguros, corretores passaram a ampliar seus “leques de seguros”, diz Emílio.


Perfil

Ricardo Coimbra, professor e mestre em Economia, elenca como essenciais os seguros automotivo e de vida. Pondera, entretanto, que a escolha vai depender muito do perfil do consumidor, como idade e uso do produto/serviço. “Se o consumidor usa bastante o carro, é importante que ele priorize o seguro do carro. Se é um idoso, o seguro saúde é mais importante”.

 

De acordo com Aldífax, as seguradoras estão mais competitivas no Ceará, com relação a preços, e têm como cliente potencial pessoas com menor poder aquisitivo. “Como foi difícil conquistar aquilo, essas pessoas são as que fazem esforço maior para proteger seus patrimônios. Evitam correr risco de ter perda total no carro, por exemplo, quando ainda estão pagando”. (Lígia Costa, ligiacosta@opovo.com.br)


 

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