ELEIÇÕES 2016 19/09/2016

Propostas para economia de Fortaleza

Promover o turismo, gastronomia e tecnologia da informação são algumas das propostas dos oito concorrentes à Prefeitura de Fortaleza. Na visão de economistas, esses três temas estão entre os mais relevantes para a Cidade
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Átila Varela atilasantos@opovo.com.br


Saúde, educação, garantia de obras públicas são o carro-chefe dos discursos dos candidatos que anseiam ocupar o posto mais alto do executivo municipal. Para que a Cidade tenha desenvolvimento e gere renda e impostos, os “prefeituráveis” da Capital apostam na criação de polos específicos em bairros e miram no fomento de setores consolidados. O POVO listou algumas propostas dos oito candidatos à Prefeitura de Fortaleza para a área econômica.


“Vejo os vetores do desenvolvimento econômico de Fortaleza passarem necessariamente pela economia criativa, economia solidária, turismo, gastronomia, e especialmente, em ações que promovam a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)”, ressalta o economista Allisson Martins.


Os critérios de escolha dos especialistas se valem em duas perspectivas: não ter ligação com o Governo nas esferas estadual e municipal ou relação com os candidatos à Prefeitura de Fortaleza.


Ricardo Coimbra é mestre em Economia e professor DeVry Fanor e Faculdade 7 de Setembro (Fa7); Gilberto Barbosa é economista e sócio da Arêa Leão Consultoria Empresarial; Gregório Matias é mestre em Economia pela UFC e sócio da SM Consultoria.

 

CANDIDATOS


Roberto Cláudio (PDT)


1 - Desenvolvimento de ações que fortaleçam e dinamizem o turismo, confecções e construção civil.


2 - Desenvolvimento de ações que apoiem a economia criativa, economia do mar, novas indústrias e serviços avançados e Tecnologia da Informação e Comunicação.


3 - Apoio às atividades que promovam a inclusão produtiva, empreendedorismo e economia solidária.


Ricardo Coimbra: O programa quer gerar atividades para os indivíduos que estão excluídos e fomentando ações para os empreendedores que já estão em atividades. Direciona também os esforços para setores voltados à vocação do Município (turismo).


Gilberto Barbosa: As propostas tentam desenvolver atividades que são fortes na Cidade. Procura desenvolver as regiões, bem como a economia criativa e o turismo. Cria focos de serviços que atraem pessoas para Fortaleza.


Gregório Matias: Na área da tecnologia, Fortaleza tem pontos de cabos submarinos e está sendo porta de entrada para o Brasil. O desenvolvimento tecnológico necessitará de mais mão de obra qualificada.

 

Capitão Wagner (PR)


1 - Criar a Agência Reguladora do uso do espaço público para fins comerciais e sociais.


2 - Criar o Comitê Municipal de Gestão da Economia Criativa como um órgão permanente, estabelecendo um diálogo sistemático com as principais associações profissionais, instituições e empresas da indústria criativa.


3 - Criar um banco de indicadores econômicos, que permita a formulação de políticas e estratégias voltadas ao desenvolvimento da economia local.


Ricardo Coimbra: Ideias interessantes no sentido de aproximar o cidadão das políticas públicas. Ele quer criar um mecanismo de ação, mas também conhecer as situações críticas dos bairros. Propõe a criação de um instituto que vai mostrar um direcionamento e também define um mecanismo financiador.


Gilberto Barbosa: A agência resolveria problemas que alguns empreendedores que atuam em praças sofrem.


Gregório Matias: A criação de uma agência vai impor uma burocracia sem controle. A proposta do banco estatístico é extremamente importante. Esse departamento precisa gerar dados.


Luizianne Lins (PT)


1 - Implantar o Parque Tecnológico Digital: criar incentivos para implantação de empresas via IPTU. Articular, via agência cidadã de crédito, financiamento via bancos públicos para a instalação de empresas desenvolvedoras de software locais. Manter parcerias com instituições científicas e acadêmicas, empresários e comunidade da área de informática.


2 - Incentivar a criação de novos polos gastronômicos em outros bairros da Cidade.


3 - Apoiar o potencial calçadista e de confecções de Fortaleza.


Ricardo Coimbra: É interessante a criação dos polos e a dinamização econômica em áreas da Cidade. Também chama atenção o setor de tecnologia.


Gilberto Barbosa: O parque traria novos negócios. Os incentivos tendem a gerar um desenvolvimento específico, especialmente na área dos softwares, já que em Fortaleza há muitas pequenas empresas desenvolvedoras.


Gregório Matias: Houve um desenho que não vingou, que foi o PTFOR, no Centro. Temos linhas baratas do BNDES e da Funcap. É uma ideia positiva,temos pessoas bem preparadas.


Heitor Férrer (PSB)


1 - Fomentar microempresas nas áreas mais carentes de Fortaleza.


2 - Liberação de crédito através de fundos e bancos populares, bem como incentivos fiscais.


3 - Atenção aos setores de gastronomia, turismo e qualificação em tecnologia.


Ricardo Coimbra: Mostra proposta de descentralização de recursos da Prefeitura, com ênfase ao microempreendedor individual. Quer ativar a atividade econômica em bairros. São possibilidades de emprego e renda para as populações. Mas não sei se deveria criar uma secretaria regional para os bairros. Tem de saber qual será a origem do recurso do financiamento que a Prefeitura vai oferecer aos empreendedores.


Gilberto Barbosa: São propostas que visam estimular as microempresas, bancos populares. Dão opções às pessoas mais pobres. Estimula o turismo, gastronomia e polos de lazer e tem um foco no jovem.


Gregório Matias: Como será a forma? Através de linhas de crédito? Temos o Banco do Nordeste que tem programas. Antes de pensar assim, poderia usar as ferramentas de instituições que existem no mercado. É preciso menos burocracia.


 

> TAGS: economia
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