O barato que sai caro 12/09/2016

Os erros mais comuns na hora de economizar

Nem sempre preços mais baixos significam economia. Especialistas ouvidos pelo O POVO mostram como algumas práticas podem sabotar seus planos de reduzir gastos
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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br

A crise econômica tem imposto a muitas famílias brasileiras o desafio de cortar gastos. Mas nem sempre olhar apenas para o preço mais baixo significa economia. Um ajuste mal feito no orçamento ou uma compra sem critério só porque está na promoção pode fazer com que a pessoa perca mais dinheiro ao final do mês.

 

A coordenadora do Núcleo de Educação do Consumidor e Administração Familiar da Universidade Federal do Ceará (UFC), Shandra Aguiar, explica que, muitas vezes, o erro começa no próprio planejamento. Sair cortando tudo que aparentemente é supérfluo de uma vez, se privando de todos os momentos de lazer, por exemplo, não é recomendável.


“O supérfluo é muito relativo, o que pode ser para um, pode não ser para outro. Não é agradável tirar tudo de uma vez, dá a sensação de que não está podendo fazer mais nada. Além de ser uma medida difícil de ser mantida no longo prazo”.


Ela explica que o primeiro passo é ter uma conversa franca com todos na casa para que a economia surta melhores resultados. E fazer substituições ou reduções de forma gradativa sempre avaliando a necessidade daquele consumo. “Avalie a possibilidade de diminuir a quantidade do produto, vendo, por exemplo, se não está ocorrendo desperdício”.


As compras por impulso também são um grande risco no dia-a-dia. Seja ao comprar muitos itens perto do fim da validade só porque estão em promoção, sem saber se vai realmente dar conta de consumir no prazo; nas liquidações do tipo ‘pague dois, leve três’ ou ainda de comprar além do que realmente precisa ou que lhe serve no momento só porque está mais em conta. “A gente é meio que condicionado a olhar só a questão do barato e não focar no produto, se tem qualidade, se vai durar, ou se aquela promoção é realmente verdadeira. O que é um erro”, explica a coach em finanças pessoais, Marlene Monteiro.


Se a pessoa não tem disciplina de fazer atividade física por longos períodos ou sabe que não dispõe de tempo suficiente, não faça logo o plano anual da academia. Opte por planos mais curtos até criar o hábito para fazê-lo. Não caia na tentação de cortar itens como plano de saúde ou o seguro do carro apostando que não vai precisar mais na frente. Os gastos de emergência costumam ser bem mais elevados.


Custo total

O economista Gilberto Barbosa, membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), recomenda ficar de olho no custo total da operação de vendas a prazo e se as parcelas se enquadram no seu orçamento, já que os juros estão muito altos. Vale também atentar aos serviços contratados para não levar gato por lebre. “Coisas comoditizadas talvez sejam até mais fáceis de medir pelo preço, mas quando se fala em serviços a qualidade é mais subjetiva. É preciso ver se é um profissional sério, porque senão o prejuízo pode ser muito maior”.

 

espaço do leitor
Dr. Mundico 12/09/2016 08:10
Regrinhas básicas do tio Mundico: 1- Compre apenas o que precisa e use tudo que tem.2- Não dê nada a ninguém, deixe os outros se virarem sozinhos. 3- Ñão empreste dinheiro a quem não tem como pagar.
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