Bancários 10/09/2016

Transtornos continuam no quarto dia de paralisações

Longas filas, falta de dinheiro no caixa eletrônico e de informação marcaram o quarto dia de greve dos bancários
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Amanda Araújo amandaaraujo@opovo.com.br


Chegando ao quarto dia de greve dos bancários, ontem O POVO constatou clientes enfrentando longas filas e falta de informação e de dinheiro em alguns caixas. Os transtornos aos cearenses continuam em meio a 307 agências paralisadas, das 559 unidades no Estado. Apenas na Capital, conforme informações do Sindicato dos Bancários do Ceará, 80% das agências foram afetadas pela paralisação.


O educador físico Daniel França, 36 anos, foi um dos que não conseguiram fazer depósito na agência da Caixa Econômica Federal (CEF), na avenida Barão de Studart, na tarde de ontem. “Disseram para eu ir fazer depósitos nas agências lotéricas, que estão com as filas dando voltas. Acredito que isso é inconstitucional”, reclama. Ele conta que também teve problemas na agência do Itaú, pois a máquina não estava abastecida com dinheiro.


No Banco do Brasil da avenida Heráclito Graça, onde a fila deu volta dentro da unidade, alguns clientes relataram transtornos com a espera. A advogada Jane Soares Cruz Cabral, 59, explicou que a greve está prejudicando seu trabalho. “Eu preciso pagar umas custas advocatícias e não posso pagar no banco. A própria Justiça Federal estava fechada, e a moça da agência lotérica disse que não faz (esse tipo de pagamento). Sem pagar eu não posso dar entrada na petição que preciso”.


Acompanhada do filho autista, a dona de casa Terezinha Holanda, 56, deu viagem perdida à CEF. A pensão do rapaz era depositada em conta-poupança, mas ela reativou uma conta-corrente para receber o dinheiro. “Passaram um número e a resposta foi que não poderia ser resolvido via telefone, só na agência. Liguei pro gerente e ele também disse que não podia fazer nada. Como o menino vai receber? O pessoal da Caixa não entende e ainda bota a gente para fora”, critica Ronaldo Soares, 38, tio do rapaz.


Negociações

Ontem a Federação Nacional dos Banco (Fenaban) apresentou proposta às Confederações Nacionais dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) para um reajuste na remuneração dos bancários de 7% e R$ 3,3 mil de abono. A oferta não foi aceita. Dentre os pleitos dos bancários estão: reposição da inflação mais 5% de aumento real, PLR de três salários mais R$ 8.317,90. A Fenaban não contabiliza as agências paralisadas. Os bancos se pronunciam apenas por meio da entidade. (Colaborou Beatriz Cavalcante)

 

> TAGS: economia
espaço do leitor
Rômulo Falcão Farias 11/09/2016 06:23
Essa greve pode ser até legal, más é imoral,pois tá trazendo transtorno a muita gente que precisa dos serviços desses bancos.Se mantivessem um contingente mínimo pra atendimento ao público ficaria menos antipatizada pela população.Falta como sempre o bom censo dos bancários e dos banqueiros.Só a justiça mesmo pra intermediar essa bagunça...
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