Pedem economistas 05/09/2016

Retomada do crescimento deve vir com inclusão social

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Economistas divulgaram carta defendendo uma retomada do crescimento econômico que preserve a inclusão social dos últimos anos e avance na distribuição de renda. “O Brasil precisa retomar o quanto antes o crescimento econômico, mas não a qualquer preço”, afirma o comunicado do Sistema Cofecon/Corecon, que reúne os conselhos federal e regionais de economia, divulgado no último sábado, 3.


Os representantes dos conselhos estiveram reunidos até sexta-feira, 2, em Natal e debateram os desdobramentos econômicos e sociais da mudança de governo.

 

No último dia 31, o Senado Federal aprovou, por 61 votos a 20, o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, Michel Temer, vice na chapa de Dilma, passou de presidente interino e efetivo.


Segundo a carta dos economistas, o motivo da “avassaladora pobreza” no Brasil é “a enorme concentração de renda”. Como mecanismo que possibilita a concentração, o documento cita o modelo tributário.

Modelo tributário
“Não há como atender às crescentes demandas sociais sem mexer no nosso arcaico modelo tributário, na qual 72% da arrecadação de tributos se dão sobre o consumo (56%) e sobre a renda do trabalho (16%), ficando a tributação sobre a renda do capital e a riqueza com apenas 28%, na contramão do restante do mundo”, afirma o documento.


O comunicado ressalta que, optando pela Constituição de 1988, os brasileiros escolheram um sistema de seguridade social e educação pública e isso “naturalmente demanda crescentes recursos”. Os economistas criticam o fato de os gastos públicos serem apontados como vilões da crise econômica.


“É este sistema [de seguridade] que impede que, mesmo com forte queda do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas de um país] e do nível de emprego, não tenhamos hordas de flagelados, saques de supermercados e quebra-quebra nas periferias das metrópoles”, diz o documento.


Os economistas criticam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que vincula o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior. Acreditam, ainda, que as anunciadas reformas da Previdência e trabalhista podem trazer “injustiças” e “incertezas” para os brasileiros. (Agência Brasil)

espaço do leitor
Lunga Jr 05/09/2016 07:34
Quarenta anos de desmandos feito por bandos encastelados no poder e acolitados arrombaram o erário, agora a mesma gentalha vai massacrar os trabalhadores remendando a CLT e a Previdência produzindo monumentais deficits públicos quando poderiam cobrar $ 1,5 trilhão da dívida ativa da União das quais $ 374 bilhões ao INSS tudo isso de grandes empresas amigas de sempre dos reis larápios do patropi, contem outra senhores. FHC lascou-nos e Lula vetou a extinção do fator previdenciário, lembremos.
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