PROGRAMA DE CONCESSÃO DO GOVERNO ESTADUAL 03/09/2016

Quem são os potenciais investidores para o CE

Empresas estrangeiras são indicadas para assumir operações do Centro de Eventos e Arena Castelão
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Átila Varela atilasantos@opovo.com.br
FÁBIO LIMA
Arena Castelão deve despertar interesse em construtoras e empresas internacionais que já administram outras arenas


O Governo do Estado fez o dever de casa: listou os ativos que pretende conceder à iniciativa de privada até 2018. Os modelos de negócios ainda estão sendo formatados. Resta saber quais são as empresas e grupos que devem encabeçar o cardápio de interessados pelos empreendimentos.


Na esteira dos empreendimentos mais atrativos, entram o Cinturão Digital e a Ceasa. O primeiro seria operado por empresas gestoras de ativos de voz e imagem. Esqueça as companhias telefônicas e mire nas de Tecnologia da Informação. No mercado nacional, prováveis interessadas seriam GlobalTask Wirelink, Mob Telecom e a Brisanet Telecomunicações. Wirelink e Mob possuem operação em Fortaleza, enquanto a última atua no Interior do Ceará. Já a Ceasa poderia ser fracionada e operacionalizada por diversas empresas. “A Ceasa possui uma atividade econômica robusta. O concessionário exploraria o aluguel dos boxes, serviços de logística e armazenagem, além do estacionamento”, explica André Barbosa, diretor da consultoria Assist. Eventual player de renome no mercado: Grupo JSL, que atua na área de logística.


Outros ativos, contudo, enfrentariam dificuldades em atrair investidores. A Arena Castelão, por exemplo, teria de buscar um player internacional, de preferência, administrador de arenas nos Estados Unidos ou na Europa. Por ser um mercado novo no País, as construtoras, em um primeiro momento, assumiram as operações. No eixo EUA-Europa, as arenas são privadas. Um provável administrador seria o Anschutz Entertainment Group (AEG). Ele tem participação ou é dono de 120 arenas no mundo. Administra a Arena O2 (Inglaterra), Mercedes-Benz Arena (Alemanha). No Brasil, está com o Allianz Parque (estádio do Palmeiras).


Consórcios

“É mais lógico obter resultados com os investidores estrangeiros, já que possuem expertise nos negócios e pontes com grandes financiadores. A formação de consórcios com grupos nacionais tornariam o modelo ainda mais completo”, afirma Lauro Chaves, professor de Economia da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

 

O maior entrave, contudo seria a geração de receita, já que arenas requerem demanda (público) para operação. Venda de naming rights (direito de nome) poderia ensejar uma alternativa de obtenção de lucros.


O Centro de Formação Olímpica (CFO), na avaliação de André Barbosa, teria de ser administrado por algum patrocinador de esportes no País. Na base da especulação, Petrobras, Vale e Itaú entrariam como mecenas. “Apenas uma grande empresa absorveria o CFO para seu portfólio de responsabilidade social”, adianta. A arrecadação seguiria a receita da Arena Castelão: bilheteria de eventos e naming rights.


CEC e CE-040

O modelo de negócios do Centro de Eventos do Ceará (CEC) é também de entretenimento. Na avaliação de Bruno Pereira, coordenador da empresa PPP Brasil, um investidor internacional com expertise em pequenos e grandes eventos conseguiria manter o funcionamento do equipamento. “Historicamente esses empreendimentos são geridos pelo governo. É necessário que o concessionário cuide da manutenção e seja responsável pela atração de público”, afirma. No País, o grupo francês GL Events, que responde pelo São Paulo Expo Exhibition & Convention e Rio Arena (RJ).

 

No páreo da CE-040, a disputa se daria em verde e amarelo. Grupo Ecorodovias (responsável por rodovias no Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná), Grupo CCR (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná) e a Invepar.

 

> TAGS: economia
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