Profissionalização 02/09/2016

Entregue sua marca nas mãos de quem entende

Escolher serviços não profissionais para economizar a qualquer preço pode prejudicar a imagem da marca, serviço ou produto e, a curto e longo prazo, custar mais que o esperado
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Lígia Costa ligiacosta@opovo.com.br
DIVULGAÇÃO
Foto de campanha de moda clicada pela fotógrafa profissional Rafaela Oliveira


Não é difícil encontrar quem opte por serviços de publicidade de não profissionais com principal intuito de economizar.


No entanto, os riscos raramente compensam e, no final, “o barato pode sair caro”. É o que defende o publicitário Aldonso Palácio, diretor da Relevante Comunicação.


Segundo ele, entre os erros mais recorrentes de procurar pagar o menor preço por um serviço está a confiança em pessoas mais próximas, como parentes, que geralmente cobram preços abaixo dos praticados no mercado.


“As pessoas comparam e sempre vão atrás dos menores preços, mas não recebem um trabalho profissional”, contesta.


Conforme Aldonso, a estrutura da agência, a qualidade do portfólio e uma equipe de atendimento geralmente não são valores julgados pelas pessoas como importantes.


Recorrer a profissionais liberais ou a empresas pequenas para otimizar custos, a qualquer preço, pode acarretar em problemas sérios, como a má compra e aplicação equivocada de mídia.


“Comprar mídia não é uma coisa fácil. E existe o risco deles [não profissionais] não trabalharem com dados de pesquisa. Uma agência estruturada conta com o Ibope e já é outro nível de compra”, explica o publicitário Giácomo Brayner, diretor-geral da Bando de Criação.


De acordo com Giácomo, em épocas de crise, empresas de pequeno e médio porte - inclusive de varejo - procuram serviços mais baratos, mas depois voltam a procurar agências já estruturadas, pois observam que a qualidade da produção não atingiu suas reais expectativas.


“A gente tem uma cultura muito forte do varejo em não acreditar que é estratégico. E ele é muito estratégico. Principalmente agora, que temos que pegar o consumidor na ‘ponta da faca’”.


Investimento

Ter profissionais formados e qualificados dentro de uma empresa multidisciplinar, com profundo conhecimento do comportamento do consumidor pode até pesar um pouco mais no orçamento do cliente. Porém, a recompensa vem com o resultado do trabalho, bom a ponto de converter o gasto em investimento.

 

Fotógrafa publicitária, Rafaela Oliveira critica a forma como sua profissão é vista por muitas pessoas e garante que o valor cobrado é justo e necessário.


“Pensam que o fotógrafo só aperta um botão e não é bem assim. Além de manutenção do equipamento, tenho que ter um material de qualidade e investir em cursos para meu trabalho não ficar ‘pobre’”, justifica.


Terceirização de mão de obra, seguro e diversidade dos equipamentos, além do deslocamento à locação das fotos são elencados por Rafaela como fatores que incidem no preço final do serviço.


“Têm pessoas que ligam e pedem orçamento e, depois de comparar com quem cobra mais barato, desistem. Quando voltam atrás, já não há mais vaga disponível para o dia e horário que desejam”.

 

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