SETEMBRO A DEZEMBRO 02/09/2016

Começa temporada de alívio para o mercado

Setores apegam-se ao início do período de melhores investimentos para recuperar o marasmo de 2016
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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br
IANA SOARES
Honório Pinheiro diz que o varejo nunca foi tão atendo ao ponto de equilíbrio entre compra e venda


Tradicionalmente o período entre setembro a dezembro é considerado de melhores investimentos para indústria, serviços e comércio no Brasil. Este ano, a expectativa entre os empresários cearenses ainda não é a melhor, mas é otimista depois de um primeiro semestre muito difícil, marcado pela queda no consumo, na produção e desemprego. Em alguns segmentos esta retomada já começou.


É o caso, por exemplo, da EIM Instalações Industriais, especializada em montagens industriais e instalações eletromecânicas. O diretor executivo da empresa, Nivaldo Teixeira, explica que historicamente 80% dos contratos são fechados nesta época do ano. Com a crise, o mercado deu uma arrefecida, mas começa a dar sinais de melhora. Pelos menos dois grandes contratos foram fechados para este semestre, outros estão em negociação, e com eles será possível recompor metade do efetivo operacional que foi dispensado no último ano. “Na verdade, depois de um ano e dois meses com o mercado praticamente parado, as obras estão voltando a aparecer”.


Alguns fatores contribuem para uma melhora de perspectiva. Tem aqueles que já são próprios do período e estão incorporados ao calendário das empresas. É no início do ano que se concentra maior incidência de tributos, por exemplo, o que restringe o consumo e por consequência a produção. Já no segundo semestre há um aumento de produção em função das datas mais importantes para o varejo como o Dia das Crianças, em outubro, Black Friday, em novembro, e o Natal, em dezembro. Além da previsão de injeção de mais dinheiro na economia com pagamento de 13º salário e gratificações.


Para além da sazonalidade, o próprio cenário de recessão econômica começa a apresentar uma pequena inflexão de tendência. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,45% em agosto e o acumulado no ano está em 5,66%, abaixo dos 7,36% registrados no mesmo período de 2015. Os indicadores de confiança da indústria e do consumo também já apresentam uma tímida melhora. E os estoques da indústria, que foram elevados no ano passado em função da crise, estão voltando a um patamar mais aceitável.


“Ao longo de primeiro semestre houve um ajuste em termo de estoque e hoje está bem próximo ao que o segmento industrial espera. E existindo demanda há espaço para ampliação da produção”, afirmou o economista e consultor econômico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Guilherme Muchale.


Ele explica que, de uma maneira geral, pelo período recente de recuperação da confiança industrial, os industriais já demonstram perspectiva de crescimento tanto para demanda, como para compra de matéria prima. Ainda não será suficiente para reverter o quadro, mas terá ganhos. “A tendência é que a economia cearense inicie um ciclo de recuperação no final de 2016. É importante porque muda a dinâmica que a indústria se encontra nos últimos dois anos”, ressaltando, no entanto, que a definição do cenário político ajuda, mas ainda depende de medidas mais concretas para efetivamente garantir a retomada da economia.

 

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