SEM DILMA 01/09/2016

Empresários acreditam em retomada econômica

Representantes da indústria, comércio, serviços e agropecuária avaliam positivamente a saída de Dilma da presidência do Brasil e cobram reformas para que novo cenário de mudanças econômicas se concretize
notícia 2 comentários
{'grupo': 'Da Reda\xe7\xe3o O POVO', 'id_autor': 16390, 'email': 'artumira@opovo.com.br', 'nome': 'Artumira Dutra '}
Artumira Dutra artumira@opovo.com.br


Empresários manifestam sentimentos de esperança e confiança com a mudança no comando do governo brasileiro e dizem esperar que o presidente Michel Temer (PMDB) consiga aprovar as mudanças necessárias para um novo País. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, afirma que a expectativa é positiva e de confiança. Destaca que as entidades representativas do comércio já vinham conversando com Temer sobre planos para voltar o crescimento da economia e a geração de empregos. “Atualização da legislação trabalhista, reforma da previdência e uma política de crédito estão entre os temas que esperamos que agora sejam tratados com maior celeridade”, afirma, acrescentando que pesquisa desta semana sobre o nível de confiança do empreendedor já mostra melhoria para o segundo semestre.


 

O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, enxerga o restabelecimento de um novo País. Na visão dele a partir de agora o Brasil volta a ter credibilidade. “Começamos a melhorar hoje (ontem a partir da posse) e a formar um novo País”, comenta, considerando que o novo governo estabelece um ambiente de confiança e credibilidade para que o sistema bancário volte a liberar crédito e os investimentos nacionais e internacionais possam voltar. “É processo, mas o Brasil que estava retrógrado vai voltar à modernidade”, destacou.


O vice-presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, também ressalta a retomada da credibilidade e segurança jurídica, pontos importantes para o retorno dos investimentos e empregos. Considerando que a expectativa é positiva diz que a fase mais preocupante da economia brasileira já passou e está entrando numa fase ascendente. Acrescenta que os empresários também estão atentos e acreditando que possam haver reformas importantes como a trabalhista e fiscal para dar mais confiança.


O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, diz que como em toda mudança a do novo governo traz esperança. “É positivo num primeiro momento”, comenta, ressaltando que tem gente retraída pelo cenário de pessimismo que deve mudar.


Acredita que, no segundo momento, o setor vai aguardar as medidas mais efetivas. Explica que são medidas mais duras e antipáticas como a reforma trabalhista, previdenciária e política, mas que não podem deixar de ser efetivadas. “O País não consegue crescer se não forem feitas essas reformas estruturantes”.


Para o ex-presidente da Fiec, empresário Roberto Macêdo, a definição de quem fica na presidência da República é importante e positiva, mas o clima de instabilidade continua porque tem muitos parlamentares com pendências jurídicas e ainda não se sabe se o presidente vai conseguir efetivar as reformas. “Espero que o Temer consiga aliados e que tenha apoio para governar porque sabemos que não é fácil”, comenta, reforçando que o Brasil precisa de gestão.


Macêdo avalia que Michel Temer está bem intencionado, mas qualquer presidente precisa do apoio do Congresso Nacional para mudar as coisas. “Vamos acreditar que ele vai conseguir, que tenha condições de executar o que a Nação está precisando e são medidas duras”, conclui, considerando que não se faz consertos sem sacrifícios.

 

> TAGS: economia
espaço do leitor
Luiz Carlos 01/09/2016 16:54
Os empresários pensam que viverão um conto de fadas,para eles e nao para o povo, com menos direitos trabalhistas e previdenciários. Mas haverá luta e resintencia. Porque na verdade o golpe foi nos pobres o empresariado nao tolerou uma politica que nao seja voltada aos seus interesses, nao tolerou um politica onde os mais pobres sejam protagonistas. Agora falta combinar com os pobres pra saber se o mundo ideal do empresariado será tornado em realidade.
Lunga Jr 01/09/2016 08:35
Que ninguém se iluda, autorizado a fazer deficits em 2016/17/18 de $ 400 bilhões o governo tenta repetir a experiência americana que fez exatamente isto no início do século passado mas apenas adiou o crack de 1929, aqui a politikalha roubará menos mas a política monetarista continua e o pepino vai quebrar na rabada do ignaro canelau vulgo POVO tenho pena do próximo presidente eleito com um pepinaço a descascar, nem nomeado pelo papa eu aceitaria presidir esta bodega falida e desmoralizada.
2
Comentários
500
As informações são de responsabilidade do autor:
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS

Jornal de Hoje | Economia