Empreendedorismo 27/08/2016

A inovação voltada para o ser humano

No Futura Trends, Mário Rosa e Daniel Egger trataram do empreendedorismo voltado para realizar as pessoas. O Design Thinking tem papel importante neste caminho, além de ajudar a fugir de modelos replicados de negócios
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Larissa Pacheco larissa.pacheco@opovo.com.br
FOTO MATEUS DANTAS
Mário Rosa diz que o modelo de negócios tradicional acaba repetindo padrões, deixando tudo massificado


A inovação centrada nas pessoas. É com essa premissa que Mário Rosa, brand strategist e gerente de negócios do laboratório de inovação da Echos, aborda a construção de novos pensamentos para os negócios.


 

Os novos modelos, segundo Mário, são pensados para impactar o mundo de uma forma mais interessante, carregando consigo a ideia do Design Thinking. “Essa é a inovação centrada no ser humano, no que é necessário para ele”, disse em sua palestra no Futura Trends.


Conforme diz, esse não é o único modelo existente, mas é o que atualmente faz mais sentido. “O modelo de negócios tradicional é uma replicação de modelos pré-existentes, sempre repetindo padrões e os negócios acabam ficando massificados e repetidos. O Design Thinking promove uma ótica de inovação a partir do momento em que você desenvolve coisas que as pessoas precisam de verdade”, conclui. Para ele, a construção de um novo conceito de negócio deve ser pautada na empatia, colaboração e experimentação, que são bases do Design Thinking.


Empatia é entender o contexto, entender as dores do outro, manter um diálogo e assim pensar em soluções. Colaboração, para os novos modelos de negócio, é realizar os projetos de uma forma muito mais integrada, envolvendo outros atores para que a solução seja potencializada. “E a experimentação é começar a construir coisas de fato, parar de ficar só na base do pensamento e começar a testar”.


A grande novidade é sair da ótica do que é tecnicamente viável e começar pelo que é desejável pelas pessoas. Segundo Mário, com o momento instável que o Brasil está passando, podem assim surgir novas oportunidades de inovação com este fim. “Onde tem crise, tem oportunidade de inovação ‘aos montes’. A gente está em um País de oportunidade para olhar o que é humano”.


É fundamental que se olhe o contexto e as tendências, mas sempre voltadas para as pessoas. Para Mário, o sentido de inovar nos modelos de negócios está nos resultados gerados na vida das pessoas e no que aquilo vai impactar na vida delas. “No fim das contas inovação é valor percebido”.


Seguindo a mesma linha, Daniel Egger, sócio fundador da Foltigo e Avengos, falou da importância de se investir em empreendedorismo para resolver problemas como desemprego. “Empreendedorismo significa promover novas formas de trabalho, renda e estilo de vida”.


Velocidade

Na palestra com o tema Geração de Valor Futuro: Design Thinking e Inovação Colaborativa, Daniel explicou, no Futura Trends, que hoje os produtos nascem e crescem rapidamente, mas também morrem como a mesma velocidade caso não se reinventem. “A questão é como nós, empresários, podemos criar soluções mais rapidamente. E se não temos esses atributos, não devemos nos espantar quando grandes empresas quebram”.

 

Além da tecnologia, ele diz, é preciso pensar no design. “O consumidor final tem um poder enorme e o futuro é focado em entender as pessoas. Precisamos revitalizar o que é importante para as pessoas e usar os materiais para aumentar a eficiência dos modelos de negócios”, conclui.

 

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