APLICAÇÃO 22/08/2016

Saiba como investir em renda fixa

Investimento mais procurado pelo brasileiro, a renda fixa exige alguns cuidados para quem quer ter rendimento acima da inflação. Entenda como funciona os cálculos e a cobrança de taxa de cada aplicação
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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br

Investir em renda fixa significa emprestar dinheiro para um banco e aplicar em produtos como Caderneta de Poupança, CDB, LCI e LCA; para o Governo, quando compra títulos públicos, ou para uma empresa, comprando debêntures. Na contrapartida, o investidor recebe uma remuneração. Por causa dos valores pequenos (R$ 50), facilidade e comodidade, historicamente, a Poupança tem sido a aplicação mais procurada do País.

 

Mas essa situação vem mudando nos últimos anos por conta da divulgação do Tesouro Direto, onde é possível aplicar até R$ 30 em títulos e ter bons rendimentos. Além disso, vem aumentando o conhecimento da população sobre outros instrumentos financeiros como títulos imobiliários (LCI), títulos do agronegócio (LCA), e debêntures incentivadas, isentas do Imposto de Renda (IR).


Para a professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Myrian Lund, investir é ganhar acima da inflação. Por isso, ela nem considera a poupança como investimento. Explica ainda que para ter um ganho maior é preciso fugir dos grandes bancos e buscar as corretoras independentes, como muita gente vem fazendo.


A especialista diz que não é difícil e que tudo é uma questão de escolha e de sair da zona de conforto. Lembra que nos bancos pequenos as pessoas também têm o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para assegurar o pagamento de até R$ 250 mil, o mesmo valor que é assegurado à poupança. Alguns dos investimentos também são isentos de IR e que o Banco Central simplificou o processo de abertura de contas, possibilitando a abrir a conta pela internet.


Myrian Lund ensina que a regra para escolher o melhor título público é o prazo. “Se for para usar em pouco tempo compre indexado à taxa Selic. No médio prazo pode ser préfixado e se for para a aposentadoria compre um que renda IPCA mais juros”, afirma. Acrescenta que no médio prazo também são bons investimentos em LCI, LCA e CDB de bancos pequenos onde o rendimento é maior. Ela também recomenda fundo imobiliário de imóveis onde o comprador tem a renda de aluguéis e é isento de IR. Ressalta ainda que os fundos de renda fixa são uma boa opção dependendo da taxa de administração que tem que ser inferior a 1%.

 

Complexo

O consultor financeiro pessoal, Kleber Rebouças, diz que o mercado de renda fixa é mais complexo do que as instituições financeiras tentam fazer transparecer. “São muitos produtos, o que pode gerar muita confusão para quem não está familiarizado”, completa. Ressalta que para começar é preciso entender que renda fixa é todo investimento que possui a forma de remuneração do capital pré determinada. O mercado acionário é um exemplo do inverso, renda variável, porque ao comprar uma ação, não há nenhuma definição prévia de qual será o rendimento do investidor.

 

O assessor de Investimento do Valor a Mais, Cláudio De Lucca, orienta que a pessoa faça o investimento dentro do perfil dela, e que entenda os riscos de cada aplicação. “Procurar uma corretora de valores ao invés do Banco também ajudará a encontrar melhores retornos”.


Principais aplicações

Poupança: Rende Taxa Referencial (TR) +0,5%, com garantia de até R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a cada 30 dias após o dia da aplicação (perde rendimentos se sacar antes do aniversário), só há cobrança de IR se a Selic for inferior a 8% a.a., não há cobrança de Taxa de Administração

Títulos Públicos

Tesouro Selic: Pósfixado (Selic), sem garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR e Taxa de Administração

 

Tesouro IPCA+ Juros Semestral: Misto (IPCA+SELIC), sem garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR e Taxa de Administração, credita juro ao investidor a cada seis meses.

 

Tesouro IPCA+: Misto (IPCA+SELIC), sem garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR e Taxa de Administração


Tesouro Prefixado Juros Semestral: Prefixado (no momento da aplicação), sem garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR e Taxa de Administração, credita juro ao investidor a cada seis meses


Tesouro Prefixado: Prefixado (no momento da aplicação), sem garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR e Taxa de Administração


Certificado de Depósito Bancário (CDB) Prefixado: Prefixado (no momento da aplicação), com garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR mas não há taxa de administração

 

CDB Posfixado: Posfixado (geralmente referenciado na CDI), com garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) há cobrança de IR mas não há de taxa de administração


Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI/LCA) Prefixadas: Prefixado (no momento da aplicação), com garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) não há cobrança de IR nem de taxa de administração


LCI/LCA Posfixado: Posfixado (geralmente referenciado na CDI), com garantia do FGC, rentabilidade diária (não perde rentabilidade se sacar com menos de 30 dias) não há cobrança de IR nem de taxa de administração


Fonte: Kleber Rebouças

 

Serviço

 

Curso Mercado de Capitais da FGV
http://www5.fgv.br/ fgvonline/Cursos/Gratuitos) e Aprendendo a Investir a Partir de R$ 30 (www.lundfinancas.com.br)

> TAGS: economia
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