Conter demissões 20/08/2016

Governo pode ampliar participação no PPE

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No intuito de frear demissões, o Planalto estuda aumentar subsídio dado no programa de proteção ao emprego (PPE), até que as empresas saiam da crise, declarou ontem o ministro do Trabalho e Emprego do governo interino, Ronaldo Nogueira.


“Vamos dialogar com as empresas. Pretendemos rediscutir o PPE para que o programa seja mais abrangente, inclusive no sentido de, se possível, aprimorar a participação dos investimentos”, afirmou.


O ministro disse ainda que está revendo o PPE e analisando a ampliação dos recursos vindos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), usados atualmente no programa para bancar 50% da redução dos custos salariais das empresas participantes. Isto reduz pela metade o impacto nos vencimentos do empregado.


Acordo vantajoso

A proposta tornaria possível fechar acordos que reduziriam jornadas e custos salariais das companhias em 30%, com perda salarial menor (7,5%) para os funcionários. Os 22,5% restantes (ou 75% do corte negociado) ficariam na conta do governo.

 

“Isso poderia fazer a Mercedes, por exemplo, pensar melhor e não demitir”, destacou Rafael Marques, presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC. A montadora de caminhões enviou telegramas comunicando a trabalhadores demissões em seu parque industrial em São Bernardo.


O sindicalista declarou que a proposta visa aumentar de 50% para 75% a participação do governo no programa. Logo, o impacto no salário dos trabalhadores seria menor, abrindo caminho para acordos também vantajosos para os empregadores.


Segundo Rafael, o sindicato propôs ao governo de São Paulo um programa de compensação futura de ICMS a empresas, com foco em exportadoras, que se comprometerem em não cortar postos de trabalho.

 

> TAGS: economia
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