Julho 20/08/2016

Arrecadação federal tem o menor resultado em seis anos

A arrecadação somou R$ 107,4 bilhões em julho, o que representa queda real de 5,8% com relação ao mesmo período do ano passado. Foi o 16º mês consecutivo de queda conforme a Receita Federal
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A contração na economia continua a ter impacto no caixa do Governo. A arrecadação federal somou R$ 107,416 bilhões em julho, queda de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano passado descontada a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a Receita Federal, o resultado é o menor para o mês desde 2010.


No acumulado do ano, a arrecadação federal também continua caindo. De janeiro a julho, as receitas do Governo somaram R$ 724,673 bilhões, queda de 7,11% em relação aos mesmos meses de 2015 também descontado o IPCA. O valor também é o menor para o período desde 2010.


Julho foi o 16º mês seguido em que a arrecadação caiu na comparação com o mesmo mês do ano anterior ao considerar o IPCA. Segundo a Receita, a queda de 9,64% na produção industrial, a redução de 9,61% na venda de bens e o crescimento de 3,47% na massa salarial (abaixo da inflação acumulada) de janeiro a julho são os principais fatores que têm provocado a queda nas receitas federais neste ano.


Os tributos que mais puxaram a queda na arrecadação foram o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), com retração real (descontada a inflação) de R$ 10,955 bilhões (-6,67%) em relação aos sete primeiros meses do ano passado. Por incidirem sobre o faturamento, esses tributos refletem a queda no consumo.


Por causa do aumento do desemprego, que reduz o pagamento das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a receita da Previdência Social caiu R$ 10,681 bilhões (-4,72%) descontado o IPCA.


A queda de 29,95% no valor em dólar das importações fez a arrecadação de Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) cobrados sobre mercadorias importadas cair R$ 10,076 bilhões (-27,52%), também considerando o IPCA.


A queda no lucro das empresas levou a uma queda de R$ 4,410 bilhões (-3,39%) nas receitas com o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A arrecadação de IPI dos produtos nacionais caiu R$ 3,058 bilhões (-14,58%) descontada a inflação oficial.


O recuo na arrecadação só não foi maior em 2016 por causa da reversão parcial de algumas desonerações concedidas nos últimos anos. De janeiro a julho, o governo deixou de arrecadar R$ 52,842 bilhões por causa das reduções de tributos. No mesmo período de 2015, a renúncia fiscal tinha chegado a R$ 63,571 bilhões.
(da Agência Brasil)

 

NÚMEROS

 

4,72%

foi a queda real registrada pela arrecadação da Previdência Social

 

Saiba mais


A desoneração que teve mais impacto sobre as contas do Governo neste ano foi a da folha de pagamentos, que reduziu a arrecadação em R$ 8,476 bilhões nos sete primeiros meses do ano.


A inclusão de novos setores da economia no Simples Nacional (regime simplificado de pagamento tributário) aparece em seguida, com com impacto de R$ 7,193 bilhões em 2016.

 

 

espaço do leitor
Hilario Torquato 20/08/2016 10:42
Não se venha os economista de espiritos estrangeiros que estão no governo, dizer que a Previdência é a culpada, basta gerenciar o arrecadados com a jogatina semanal existente, que dará para pagar toda a corrupção sem precisar vender a Galinha para depois comprar os óvos. O Povo é besta mais não é BURRO.
Hilario Torquato 20/08/2016 10:39
VIVA O BRASIL QUE ESTÁ NO CAMINHO CERTO DA HIPOCRISIA. AUMENTO DE JUROS, SEM FINANCIAMENTO.
Hilario Torquato 20/08/2016 10:36
Aumentar os juros, barrar os financiamentos as industrias e a produção, são uma boa alavancada para a arrecadação ser maior. Governo Interino e sem voto serve para isto mesmo. Um bom combate a circulação de mercadorias e a inflação, vai gerar mais arrecadação.
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