Combustível 20/08/2016

Fornecimento começa a ser normalizado

Greve com bloqueio de portões da BR Distribuidora deixou alguns postos do Estado sem combustível. Fornecimento só deve ser totalmente restabelecido na segunda-feira
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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br
MAURI MELO
Previsão do Sindipostos é de que o fornecimento seja completamente restabelecido apenas na segunda-feira


A distribuição de combustíveis começou ontem a ser normalizada no Ceará. Desde a última terça-feira, 16, o serviço vinha sendo comprometido em função da greve dos funcionários da BR Distribuidora, ligada à Petrobras, que protestavam contra a venda de parte da subsidiária. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos-CE), pelo menos dez postos no Estado ficaram sem ter como funcionar no período. A previsão é que de que o fornecimento seja completamente restabelecido a partir da segunda-feira, 22.


A paralisação que ocorreu em todo País foi programada para durar por cinco dias. Mas parte da distribuição dos combustíveis no Estado foi retomada ainda na noite de quinta-feira, 18, com o desbloqueio dos portões pelos grevistas por força de uma decisão judicial. Em nota, a Petrobras Distribuidora informou que adotou as providências necessárias para garantir o suprimento de combustíveis com segurança à sua rede revendedora e demais clientes e que não houve desabastecimento no Estado. Porém, o presidente do Sindipostos, Antônio Machado, relatou que o atraso no fornecimento impediu o funcionamento de pelo menos dez postos no Estado.


“É um prejuízo muito grande. Desde terça-feira não houve abastecimento, só conseguiam sair alguns carregamentos e ainda assim de madrugada. No final da tarde de quinta, os portões foram liberados, mas eles ainda não estão operando com capacidade plena, o que prejudicou o funcionamento dos postos. Acredito que tudo volte ao normal apenas na segunda”, reclamou o presidente do Sindipostos, Antônio Machado.


Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) há 181 postos com bandeira BR. Ele diz que o prejuízo estimado dos dias parados é de pelo menos 10% do faturamento mensal das empresas. “Esta é uma situação que nos preocupa muito porque os postos não podem ficar sem combustível. Além disso, a população também sai perdendo, porque este é um artigo de primeira necessidade”.


No posto São Cristovão, no km 15 da BR-116, em Fortaleza, as atividades só voltaram à normalidade ontem pela manhã. “Foram dois dias e meio sem combustível nas bombas, ficou funcionando apenas a loja de conveniência. Foi um prejuízo muito grande, porque este é nosso principal produto”, afirmou o gerente de vendas do posto, Fabiano Ferreira.


Grevistas

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comercio de Minérios e Derivados de Petróleo de Fortaleza (Sintramico), Maurício Moura, explica que a decisão da Justiça, chamada interdito proibitório, discutiu o direito de posse, ou seja, o direito de entrar e sair da unidade, e não o de greve. “O que a gente não podia mais era bloquear o portão, mas mesmo assim muitos aderiram ao movimento e não foram trabalhar. À meia noite encerramos a greve, acompanhando o que já tinha sido programado nacionalmente, mas vamos voltar a fazer manifestações com ainda mais força em breve”.

 

Ele diz que o objetivo da paralisação é chamar a atenção da população para o risco de uma privatização. Além de tentar barrar a venda de parte da subsidiária, os trabalhadores não concordam com a venda de ativos da estatal. “Não podemos abrir mão do nosso patrimônio”.

 

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