Fortaleza 18/08/2016

Empresa mexicana gera capacitação e empregos

Desde que fechou parceria com universidade cearense, a Softtek treinou mais de 1 mil profissionais e gerou mais de 180 empregos diretos. Em breve, outras 5 empresas devem firmar convênio
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Lígia Costa ligiacosta@opovo.com.br
CAMILA DE ALMEIDA
A Sofftek, especializada em TI, trabalha com execução de projetos adaptados para grandes organizações


Após firmar acordo - em novembro de 2014 - e se tornar a primeira empresa âncora instalada no parque Científico e Tecnológico da Universidade de Fortaleza, o Intec Unifor, a mexicana Softtek já gerou cerca de 180 empregos diretos e capacitou mais de 1 mil profissionais de Tecnologia da Informação (TI) e estudantes da área na Cidade.


 

Marcos Brum, vice-presidente de Operações Brasil na Softtek, afirma que a empresa, especializada em TI, trabalha com execução de projetos adaptados para grandes organizações, como Leroy Merlin (de materiais de construção e decoração) e Yara Brasil (de agroquímicos).


Ele destaca que a parceria resultou da característica estratégica da empresa - que tem 30 escritórios espalhados pelo mundo - em capacitar pessoas e da existência de clientes “importantes” em Fortaleza, como a Aço Cearense e os grupos RM Infraestrutura e Aeris Energy.


“Nossa estratégia é ampliar a capacitação de profissionais na Cidade, visando fortalecer esses clientes e desenvolver alianças na execução de projetos”, afirma Marcos.


Como a Softtek atua em várias regiões do mundo, não há como mensurar precisamente o faturamento obtido desde a inserção da empresa no parque de Fortaleza.


Novos convênios

Haroldo Rodrigues Júnior, titular da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unifor (DPDI), conta que, além da Softtek, a instituição estuda firmar um acordo com as empresas Serttel, desenvolvedora de soluções para segurança e mobilidade urbana; Enel, grupo do qual a Coelce faz parte; e Transitar Engenharia. As empresas devem realizar, em conjunto, pesquisas de mobilidade elétrica.

 

Nas próximas semanas, a empresa G4 Flex Business & Services também deve formalizar um convênio direto com a universidade.


“Já estamos avaliando salas, preparando o ambiente interno, o acesso à Internet. Falta apenas a assinatura formal do convênio dos contratos. E só uma questão de tempo”, confirma Geneflides Laureno, presidente da G4 Flex, que prefere não dar detalhes sobre a parceria, antes da formalização.


Presidente da Transitar engenharia - empresa especializada em consultoria e projetos de mobilidade, Janaílson Queiroz diz que o que atraiu a sua empresa à universidade foi a própria estrutura inerente aos parques tecnológicos, que concentram outras empresas em um mesmo espaço. “Se você precisa de uma empresa de hardware ou big date as empresas já estão juntas”.


Incentivos

Uma atratividade do Intec para as empresas foi a criação de um fundo de R$ 1 milhão pela Fundação Edson Queiroz. De acordo com o diretor do DPDI, o aporte inicial já captou quase R$ 5 milhões.

 

As empresas ainda puderam recorrer ao Fundo Tecnológico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES Funtec). “O fundo é o elemento básico para que uma ideia se transforme num negócio e a estimativa é que, para cada novo negócio que se atrai, se geram quatro outros negócios”, resume Haroldo.


Como forma de incentivo à criação de parques tecnológicos, a Prefeitura diminui a alíquota de tributos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) das empresas instaladas no ambiente do parque.

 

1 MIL

METROS quadrados é o que o Intec pretende ocupar até junho de 2017

 

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