ALTA DE 35% 18/08/2016

Ceará tem quase meio milhão de desempregados

A taxa de desocupação no Estado ficou em 11,5% no segundo trimestre, acima da média nacional, que foi de 11,3%
notícia 11 comentários
{'grupo': 'Da Reda\xe7\xe3o O POVO', 'id_autor': 16390, 'email': 'artumira@opovo.com.br', 'nome': 'Artumira Dutra '}
Artumira Dutra artumira@opovo.com.br


A taxa de desocupação subiu em todos os estados brasileiros no segundo trimestre de 2016 ante o mesmo período do ano passado, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. No Brasil, o índice ficou em 11,3%, o mais alto desde o início da série histórica, iniciada em 2012. No segundo trimestre de 2015, o índice estava em 8,3%. O resultado do Ceará foi ainda um pouco pior que o nacional, com o desemprego em 11,5%, ante os 8,8% registrados em 2015. O número representa 35% a mais na taxa de desocupação. Ao todo, são 448 mil desempregados no Estado. No Brasil, são 11,6 milhões.


A região Nordeste permanece apresentando as maiores taxas de desocupação ao longo de toda série, tendo registrado, no segundo trimestre de 2016, uma taxa de 13,2%; enquanto a região Sul teve a menor, 8%. Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desocupação no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14,0%), enquanto as menores ficaram em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).


Em termos de atividade no Ceará, o coordenador do Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destaca a queda expressiva do número de empregos na construção (13,4%), o crescimento da agricultura e pecuária (16,3%) e a recuperação do comércio (2,3%).


O analista do Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, Mardônio Costa, explica que em abril, maio e junho, comparado com o trimestre anterior foram criados 127 mil postos de trabalho no Estado, insuficientes para cobrir a entrada de 172 mil pessoas no mercado de trabalho. “A situação é difícil e atinge todas as regiões”, comenta Mardônio.


Terceiro menor rendimento

Segundo a PNAD Contínua, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou acima da média do Brasil (R$1.972) nas regiões Sudeste (R$ 2.279), Centro-Oeste (R$ 2.230) e Sul (R$ 2.133), enquanto Norte (R$ 1.538) e Nordeste (R$ 1.334) abaixo da média. O Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores rendimentos do País foram registrados no Maranhão (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Ceará (R$ 1.296).

 

No Ceará, a população em idade de trabalhar, de acordo com a PNAD Contínua estimada em 7,1 milhões de pessoas, aumentou em 90 mil pessoas, (1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Com relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 44 mil pessoas.


Os empregados com carteira de trabalho assinada no Estado são estimados em 933 mil pessoas e não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e, também, em relação ao trimestre anterior. Mas no caso dos sem carteira assinada (640 mil), foi observado um aumento de 56 mil pessoas em relação ao trimestre anterior ou variação de 9,6%.

 

> TAGS: ceará desemprego
espaço do leitor
Desempregado 18/08/2016 14:22
O Pior que empresas de grande porte como a CSP contrataram em torno de 70% de seu pessoal, fora do estado do Ceará. Ou seja; Vem pra cá com incentivos. E os cargos de melhor salário são todos de fora do nosso estado.
marco tulio 18/08/2016 12:27
Eu quero que o desemprego chega a 50% bata todos os recordes e esses 70% de votos do PT no Nordeste sofra todas as consequências.
Pietro Cans 18/08/2016 10:52
A herança maldita se extenderá por mais de uma década...podem aguardar!
Pietro Cans 18/08/2016 10:49
Muito bom, os estados "lulistas", "petistas" encabeçando o ranking do desemprego. Essa turba que é fã da quadrilha tem que sofrer mais que os demais, pois foram eles que mantiveram essa quaqdrilha que arrombou, quebrou, faliu a nação inteira no poder por uma década e meia.
Ademir Oliveira Silva 18/08/2016 10:24
Quem defende o antigo governo ou é trouxa, ou tá comendo do esquema. Ou é gente inútil fumador de maconha nos dce da vida, gente que possilvemente está comissionado em uma das milhares tetas do antigo governo, gente que ganha altos salários e não trabalham, nada faz, comprometidos com a partilha vermelha e que abundam nas repartições publicas federais.
Ver mais comentários
11
Comentários
500
As informações são de responsabilidade do autor:
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS

Mais comentadas

anterior

próxima

Jornal de Hoje | Economia