FORNECEDORES 15/08/2016

Associativismo garante barganha

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Honório Pinheiro, da CNDL

 
Para conseguirem preços competitivos sem achatar a margem de lucro, os pequenos varejistas do Ceará se unem em associações. Gerardo Vieira Albuquerque, presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu) e do Center Box Supermercados, estima que atualmente há mais de 200 lojas de varejo de vizinhança associadas, apenas em Fortaleza e Região Metropolitana.


A partir da unificação, detalha Gerardo, os varejistas trocam ideias sobre o mercado e ainda conseguem aumentar o volume de suas compras. Logo, não são obrigados a reduzir significativamente a margem de lucros.


“É raro ver algum mercadinho em Fortaleza que não pertença a alguma associação. Isto porque o segredo da venda está na compra. Se eu consigo comprar por um preço melhor, vou vender também por um preço melhor”, calcula o presidente da Acesu. Ele não considera o pequeno varejo um risco para os grandes, pois “o pequeno varejista também compra do próprio supermercado.

 

Todos os nossos supermercados regionais começaram de uma maneira bem pequena”.


Por questões, como infraestrutura e quadro de funcionários reduzidos, os “mercadinhos” acabam por ter a chance de praticar preços mais competitivos que os grandes varejos, cujas dimensões - de venda, espaço, logística, funcionários e de produtos - é maior e mais complexa.


Em geral, o associativismo é praticado na Grande Fortaleza principalmente por pequenas e médias empresas de varejo. As compras em conjunto são feitas direto de fábrica, de distribuidores ou até mesmo de supermercados.

Segmentos distintos
Honório Pinheiro, presidente do Pinheiro Supermercado e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), também não avalia o crescimento do varejo de vizinhança como uma ameaça para super e hipermercados.


“São segmentos distintos. O pequeno varejo atende mais as pessoas que estão em um raio menor de 500 metros e o supermercado atende a outro mix, com distância”. Os resultados da pesquisa, reitera Honório, têm como fundamento a alta densidade geográfica do Nordeste, que começou a se desenvolver a partir de benefícios de políticas sociais. 

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