Goldfajn 13/08/2016

Brasil tem meios para aumentar resistência a choques

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, afirmou que o Sistema Financeiro Nacional tem ferramentas para aumentar a resistência do País. Também disse que usará "com moderação" os instrumentos cambiais
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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ilan Goldfajn: Brasil tem condições de convergir rumo ao centro da meta de inflação em 2017


O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou ontem que o sistema financeiro brasileiro tem instrumentos capazes de manter o País mais resistente aos efeitos de choques internacionais. Ele defendeu como estratégia para resgatar a confiança na economia a necessidade de fortalecer o tripé macroeconômico que são a responsabilidade fiscal, o controle da inflação e o câmbio flutuante.


Essas afirmações foram feitas durante a cerimônia de abertura do 11º Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, em São Paulo. Na avaliação do presidente do BC, o País reúne as condições para cumprir as metas de inflação e a convergência para levar a taxa para 4,5%, em 2017.


Ele também destacou que o Banco Central se ocupa da educação e proteção financeira em termos tecnológicos diante das inovações, com as atenções voltadas, especialmente, para o grande contingente da população inserida no sistema financeiro a partir de meados da década passada.


Goldfajn disse ainda, que, apesar do atual quadro de liquidez ampla no cenário internacional, que favorece as economias emergentes, o Brasil precisa ser cauteloso e não tomar tal situação como permanente. “Há riscos à frente que podem ameaçar, de um lado, o atual crescimento modesto e, de outro, a disponibilidade da liquidez global”, alertou.

Câmbio

O presidente do BC afirmou que usará “com parcimônia as ferramentas cambiais de que dispõe” em torno do câmbio flutuante, atuando de acordo com a dinâmica do mercado. “Um exemplo claro dessa atuação tem sido a redução gradual da nossa posição em swaps cambiais, motivada pelas condições no mercado.”

 

Goldfajn destacou que o Brasil, que a exemplo das demais economias, tem hoje um sistema financeiro mais sólido e mais bem preparado para enfrentar choques como a crise financeira internacional de 2008. ”O Sistema Financeiro Nacional está sólido, líquido, bem capitalizado e resiliente a choques”, enfatizou o presidente do BC. (da Agência Brasil)

 

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