R$ 370 mi 12/08/2016

Depois de três trimestres, Petrobras volta a ter lucro

Redução de despesas, crescimento da produção de petróleo e exportações contribuíram para o resultado
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AGÊNCIA PETROBAS
Diretoria da Petrobras divulgou o balanço trimestral da companhia. Estatal informou que o endividamento líquido caiu 15% em 2016

 

Depois de três trimestres com prejuízo, a Petrobras voltou a ter lucro. O resultado líquido foi de R$ 370 milhões no segundo trimestre deste ano. O número é positivo em relação aos três primeiros de 2016, quando registrou prejuízo de R$ 1,2 bilhão.

 

Segundo a empresa, vários fatores contribuíram para o resultado: a redução de 30% nas despesas financeiras líquidas, o crescimento de 7% na produção total de petróleo e gás natural, o incremento da receita com aumento de 14% nas exportações de petróleo e derivados e redução de custos com importações de gás natural, despesas com o programa de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV); e o impairment (desvalorização) de ativos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).


Os números foram encaminhados ontem pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e apresentados em entrevista da diretoria da Petrobras, na sede da empresa, no Rio.


Ainda de acordo com o balanço, o fluxo de caixa livre foi positivo pelo quinto trimestre consecutivo (R$ 10.8 bilhões). O total é 3,5 vezes maior que o registrado no primeiro trimestre de 2016, quando ficou em R$ 2.4 bilhões. Lá o resultado sofreu impacto da maior geração operacional e da redução dos investimentos.


Endividamento cai

A Petrobras informou ainda que o endividamento bruto caiu 19%. Saiu de R$ 493 bilhões, em 31 de dezembro de 2015, para R$ 397,8 bilhões, uma redução de R$ 95,3 bilhões. O endividamento líquido passou de R$ 392,1 bilhões para R$ 332,4 bilhões, uma queda de 15%.

 

No primeiro semestre de 2016, a companhia teve prejuízo de R$ 876 milhões, especialmente, por causa da redução do lucro operacional e do aumento das despesas financeiras líquidas. O lucro bruto teve queda de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 43,8 bilhões.


A empresa informou que houve diminuição na receita de vendas, em função da queda de 7% nas vendas de derivados no mercado doméstico, parcialmente compensada pelas maiores margens de diesel e gasolina.


Outro fator que contribuiu para a menor receita de vendas foi a queda nos preços das exportações de petróleo e derivados, a redução da geração e dos preços de energia elétrica, além do recuo do volume de gás natural comercializado no mercado interno. Conforme a Petrobras, com a queda nos preços de petróleo e nas vendas houve menores custos com importações e participações governamentais no Brasil.

 

espaço do leitor
Lunga Jr 12/08/2016 09:52
Foi só estancar a roubalheira desbragada a que a empresa estava submetida com direção profissional e técnica em vez dos ladrões indicados pela politikalha que a recuperação virá rápida, algo totalmente previsível e simples.
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