Continuidade de obras e novas unidades 12/08/2016

Governo retoma Minha Casa, Minha Vida

Temer anunciou 600 mil unidades nas faixas 2 e 3, 40 mil unidades na faixa 1,5, além de retomada de obras paradas
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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br
DIVULGAÇÃO
O setor da construção civil se reuniu ontem com Michel Temer, que propõe fórum permanente para diálogo


O Governo Federal vai retomar as obras de 10.609 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que estavam paralisadas, além da contratação de 40 mil unidades habitacionais na faixa 1,5. Para 2017, estão previstas a contratação de cerca de 600 mil unidades nas faixas 2 e 3 para todo o Brasil, o que pode beneficiar o Ceará, que não tem obras paradas a serem retomadas.


O anúncio foi feito ontem pelo presidente em exercício Michel Temer e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, em solenidade no Palácio do Planalto, para mais de 800 empresários e trabalhadores do setor da construção civil.


Na solenidade, o ministro informou que para 2017 o orçamento da habitação vai ganhar investimento de R$ 7 bilhões de recursos do FGTS para novas contratações. As 15 mil famílias que precisam ser removidas dos canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também serão atendidas pelo programa.


A contratação das 40 mil unidades na faixa 1,5 do programa, contemplará famílias com renda mensal bruta limitada a R$ 2.350, e que possuem capacidade de comprometimento de renda. A família beneficiada contará com subsídios de até R$ 45 mil, conforme renda e localização do imóvel, além de juros reduzidos para financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


Segundo informações do Ministério das Cidades, serão destinados para esta faixa R$ 3,8 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão em subsídios (R$ 1,26 bilhão do FGTS e R$ 140 milhões do Tesouro), outros R$ 2,4 bilhões em financiamentos do FGTS.


Só na faixa 1 do MCMV serão entregues, até dezembro, mais 70 mil unidades habitacionais, em todas as regiões do Brasil. As contratações na faixa 1,5 do Programa, parte da terceira etapa, devem começar ainda neste segundo semestre.


Michel Temer, propôs a criação de um fórum permanente de diálogo entre a Presidência da República e representantes da construção civil. O grupo a ser criado reunir-se-á a cada 45 dias, no gabinete do Palácio, para avaliar o andamento das ações do destinadas ao setor.


Diálogo

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, destaca que, além das medidas, também é importante a disposição do Governo de conversar com o setor. Diz, ainda, que a expectativa maior do setor está nas faixas 2 e 3. “É mais sustentável para as construtoras trabalhar com essas faixas, em que, dependendo da renda do cliente, vai ter subsídio e juro mais baixo”, diz André, que participou do evento.

 

Porta-voz do setor, representando também as entidades dos demais segmentos da indústria, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, manifestou apoio de empresários e trabalhadores ao governo Temer e às medidas propostas para o Brasil recuperar a credibilidade e restabelecer um ambiente de normalidade no País. “A construção civil apoiará tudo o que favoreça a construção de um País melhor”, disse.

 

Saiba mais


Faixas

O Minha Casa, Minha Vida prevê quatro faixas para financiamento de imóveis. A Faixa 1 é para famílias com renda mensal bruta de até R$ 1,8 mil. E pode ser custeado até 90% do valor do imóvel pelo programa.

Destinada a famílias com renda até R$ 2,35 mil, a Faixa 1,5 oferece subsídios de até R$ 45 mil para financiamento de imóveis até R$ 135.000,00, dependendo da localização


Já a Faixa 2 destina-se a famílias com renda entre R$ 2,35 mil e R$ 3,6 mil. Nela, o subsídio é de até R$ 27,5 mil. A Faixa 3 é para famílias com renda entre R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil, a taxas de até 8,16% ao ano.

 

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