Enacab 10/08/2016

NE deve demorar mais a se recuperar, diz Eduardo Giannetti

Últimos a sentirem efeitos da crise, Norte e Nordeste também devem demorar mais sentirem a recuperação, conforme Giannetti, que participou ontem da Enacab
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Eduardo Giannetti foi convidado de ontem do Enacab 2016, que será encerrado hoje

 

Ligia Costa

enviada a São Paulo (SP)*

ligiacosta@opovo.com.br

O Nordeste e o Norte são as regiões do País que devem levar mais tempo para se reerguer economicamente. A projeção é do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos palestrantes do 2º dia do Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento (Enacab 2016), realizado ontem em São Paulo. Promovido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), o evento se encerra hoje.


Como as duas regiões foram as últimas a sentirem o impacto da crise econômica, justifica o economista, ambas também serão as últimas a retornar ao patamar de estabilidade.


Segundo ele, os bens de capital e os de consumo duráveis, dependentes de crédito, foram os setores mais atingidos no Brasil.


Honório Pinheiro, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), reitera que o comércio é o setor mais rapidamente afetado pela crise, embora o mês de julho tenha dado leves sinais de recuperação. “O varejo alimentar se posicionou bem melhor e esperamos um crescimento de 1%, em relação a 2015. Isso vai depender das decisões políticas em curso”.


No quesito política, Eduardo Giannetti vê na qualificação da nova equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer, bem como o pacote de medidas econômicas por ele anunciado, como fatores que permitem enxergar “uma luz no fim do túnel”.


Apesar de criticar o gerenciamento do País pelo governo Dilma Rousseff, ele ressalta que os problemas econômicos não surgiram de uma ação unilateral. “A crise não é resultado apenas do governo Dilma, são problemas que vêm de muito tempo e que o Governo dela acelerou”, analisa.


Apesar de observar a inflação em queda e ordenamento nas contas públicas, Eduardo defende um “otimismo cauteloso” diante do perigo que delações premiadas na Operação Lava Jato podem se tornar para a recuperação econômica nacional.


“Um acidente no inferno da política pode pôr a perder o caminho de uma economia que saiu da UTI, está na convalescência e com tudo para se recuperar no segundo semestre”.


Queda dos juros

A queda dos juros, esperada para ocorrer até dezembro, assegura o economista, deve trazer um “enorme alívio” para os setores público e privado.

 

“Ilan Goldfajn (presidente do Banco Central) sabe que tem que reduzir os juros de maneira sustentável, sem retroceder. Caso contrário, criaria uma enorme incerteza e perderia toda a credibilidade”, diz.


Eduardo Giannetti foi convidado para o painel especial “Reconstruindo o Brasil - Uma visão institucional e econômica” no Enacab, o maior encontro da cadeia de abastecimento do País.


*A repórter viajou a convite da Abad

 

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