Dia dos Pais 02/08/2016

Fecomércio estima vendas até 12% maiores no Ceará

Dado local vai na contramão do cenário nacional, no qual comércio espera o pior resultado desde 2004
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Lígia Costa ligiacosta@opovo.com.br
EVILÁZIO BEZERRA
Destaque deste ano são os artigos de vestuário, segundo a a Fecomércio-CE. Calçados e joalheria completam a lista

 

Enquanto o comércio brasileiro espera o pior Dia dos Pais desde 2004 conforme a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Ceará projeta crescimento de até 12% nas vendas neste ano. O dado preliminar é da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE).


 

Alex Araújo, diretor técnico da Fecomércio-CE, afirma que a tendência no Ceará é de que haja uma queda na quantidade de produtos vendidos, cerca 1%. Mas, em compensação, os produtos escolhidos terão valor maior.


De acordo com a CNC, o segmento deve movimentar R$ 4,2 bilhões em vendas no País durante a efeméride, valor equivalente a 5,6% de todo o faturamento esperado para o mês de agosto. O resultado corresponde a uma retração de 9,4% em comparação ao ano passado.


Segundo Alex, a maior concentração de vendas no Dia dos Pais vai para artigos de vestuário, com destaque também para calçados, artigos de couro e joalheria.


Confiança e esperança

Freitas Cordeiro, presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), diz que não há motivos para que o cenário varejista no Estado seja desanimador.

 

“Não estamos ainda muito resolvidos, mas a queda estagnou e o pior dia não vai ser. O Nordeste faz diferença nessa questão de varejo e o Ceará é um exemplo de tenacidade e busca de soluções”, justifica.


Conforme Severino Ramalho Neto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), os presentes escolhidos devem custar em média R$ 100 e a queda nas vendas no período não deve ser tão drástica, embora as taxas de juros e a inflação dos preços acabem prejudicando setores dependentes de crédito.


“Na verdade, não é nada tão desanimador assim não. Agora, tudo o que tiver envolvendo juros, venda a prazo, tem uma dificuldade maior. Mas vai da criatividade do varejo se adequar a esses novos tempos”. Já Freitas Cordeiro crê que “a confiança do consumidor foi recuperada em grande parte”.


Severino Ramalho também destaca a confiança como fator determinante para o desempenho do varejo.

“Se a confiança é menor, as vendas são menores. Porém, nós estamos mais confiantes porque o que nos move é a confiança do consumidor e esses indicadores têm melhorado”, avalia.

 

Saiba mais


Estudo CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realiza a pesquisa sobre a Variação do Volume de Vendas no Dia dos Pais desde 2004. A CNC também apura mensalmente a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), desde 2010.

 

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