TOMATE E BETERRABA 26/07/2016

Preços caem mais de 40% na Ceasa

Onze hortaliças das 20 mais comercializadas pela Ceasa registraram queda nos valores. O preço que chega ao consumidor final no comércio terá impacto da retração
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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
EVILÁZIO BEZERRA
Consumidores encontraram preços mais baixos ao comprar tomate no comércio de Fortaleza


O consumidor que for comprar hortaliças no comércio já pode sentir uma queda nos preços, principalmente do tomate e da beterraba em mais de 40%. Das 20 hortaliças mais comercializadas no mercado atacadista das Centrais de Abastecimento do Ceará S/A (Ceasa), foram 11 que registraram queda nos valores em relação ao mesmo período do mês passado.


De acordo com dados do Sistema de Informação de Mercado da Ceasa (Sima), se comparados os preços da penúltima semana de julho com o mesmo período do mês passado, os campeões em redução foram tomate (-43,75%) beterraba (-42,86%) e cebola pêra (-40%). O tomate, que era vendido por R $3,20 o quilo, está sendo comercializado por R$ 1,80. A beterraba caiu de R$ 1,75 para R$ 1 e a cebola pêra, de R$ 1,50 para R$ 0,90.


Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa, diz que apesar da baixa produção de tomate no Ceará neste período, o produto dos estados da Bahia e São Paulo contribuiu para a queda nos preços. Porém, a Ibiapaba se destaca no Estado na produção da hortaliça, devido ao recurso da água.


No caso da beterraba, os estados que estão abastecendo a Ceasa são Bahia e Minas Gerais, além do Ceará, na região de Tianguá. O aumento na oferta contribuiu para a queda de 42,86% nos preços. Odálio acrescenta que pimentão e cenoura também estão com produção boa em Tianguá.


A redução de 40% nos preços da cebola pêra também decorre do aumento da oferta que, por sua vez, reflete o incremento das colheitas nos municípios do Vale do São Francisco: Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Cabrobó e Petrolina. O cenário positivo tem influenciado diretamente na oferta local e os preços tendem a declinar até meados de setembro.


A batata inglesa é outra leguminosa que também está com tendência de queda. Segundo dados do Sima, o recuo da hortaliça foi de 20% na penúltima semana de julho ante mesmo período do mês passado. Odálio diz que a tendência é baixar mais, indo de R$ 5 para 3,15 o quilo.


Queda

O reflexo de uma maior oferta de hortaliças e consequente queda dos valores impacta no preço que chega ao consumidor final. Da Ceasa, as frutas, legumes e verduras saem para supermercados, mercadinhos, mercearias, quitandas, restaurantes e hotéis.

 

“Mercadinhos de bairros compram muito. Então quem for comprar vai encontrar o preço em queda. Com certeza se esperam compras boas para o mês de julho e agosto”, diz Odálio.


No contraponto está o feijão, que continua caro, influenciado por questões climáticas que afetam as colheitas do Sudeste.


Iarne Chagas Sousa, dona de casa, compra hortaliças às quintas e aos sábados. Ela diz que realmente percebeu queda no peço do tomate, da batata e da cebola, mas acha que pimentão e alho encareceram.

 

> TAGS: economia
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