PARA O BRASIL 22/07/2016

FMI recomenda aumento de impostos

Fundo também pede para que o País continue com reformas estruturais para reduzir despesas obrigatórias
notícia 17 comentários
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Átila Varela atilasantos@opovo.com.br
ELZA FIUZA/ AGÊNCIA BRASIL
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles disse que o Governo pretende recorrer a todas as fontes de recursos disponíveis


O Brasil deverá aumentar impostos para complementar o ajuste fiscal, recomendou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ontem a entidade divulgou a Nota de Vigilância do FMI para o G-20 (grupo que conta com as 20 maiores economias do planeta).


De acordo com o documento, a alta de impostos deverá complementar a proposta de limitar o crescimento dos gastos públicos, enviada ao Congresso no mês passado. O FMI também recomenda que o País continue com reformas estruturais que permitam ao Governo reduzir despesas obrigatórias, como as da Previdência Social.


“No Brasil, o espaço para políticas de estímulo monetário é limitado por pressões inflacionárias subjacentes, e a consolidação fiscal deve continuar para reduzir os grandes déficits. O novo governo deve complementar o limite proposto para os gastos federais correntes com medidas tributárias e enfrentar a rigidez de gastos e mandatos insustentáveis, inclusive no sistema de previdência”, destacou o FMI. No início do mês, a meta fiscal de déficit anunciada atingiu o valor de R$ 139 bilhões. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o número leva em conta a obtenção de R$ 55,4 bilhões em receitas extras no próximo ano. Segundo Meirelles, o Governo pretende recorrer a todas as fontes de recursos disponíveis.


Além do aumento de impostos e da contenção dos gastos públicos, o documento sugere que o Brasil prossiga com reformas que aumentem a produtividade e a competitividade. A entidade acredita que o País precisa dar continuidade à implementação do programa de concessões de infraestrutura, considerado pelo órgão como essencial para eliminar gargalos logísticos e impulsionar o crescimento.


Prejuízos

O aumento de impostos teria um efeito nefasto na fragilizada economia do País. Golpeada pela recessão, a elevação de tributos geraria efeitos colaterais. “Um aumento reduziria a renda líquida de consumidores e empresários. Haveria queda dos investimentos e repasse dos preços para as pessoas. Inibiria também a formação de novos negócios”, aponta Ricardo Eleutério, especialista em Economia Internacional. A elevação de tributos não estancaria a sangria orçamentária do País. Em vez de aumentá-los, é necessário trabalhar com a eficácia da cobrança. Assim acredita o economista Célio Fernando. “É verdade que alguns países conseguem melhorar com os aumentos. Mas com a eficácia, organização dos gastos públicos e buscar uma agenda desenvolvimentista”. (Com agências)

 

NÚMEROS

 

R$ 139

bilhões

é a meta fiscal com déficit do Governo para 2017

 

> TAGS: economia
espaço do leitor
Pietro Cans 25/07/2016 09:32
Entenda-se por "pede", como implora, para maquiarem a explosão da dívida, como aconteceu, como fizeram, quando passou de R$ 800 bilhões em 2003 (antes do PT chegar ao poder) para R$ 3 trilhões (quando o PT deixou o poder).
Maciel 23/07/2016 11:26
Foi-se o tempo em que se aceitava calado tudo do fmi...
Pietro Cans 22/07/2016 20:17
GOVERNO DILMA (2013) PEDE QUE FMI REVISE O MODO COMO CALCULA A DÍVIDA. http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/07/brasil-pede-que-fmi-revise-modo-como-calcula-a-divida-3.html
Pedro Wilson 22/07/2016 18:52
Depois de 13 anoso FMI volta a se intrometer nos assuntos do Brasil. O próximo passo, depois do desastre das medidas recomendadas pelo fundo, será o FMI emprestar dinheiro ao País, igualzinho como era antes do Presidente Lula assumir a presidência. Quem conhece um pouco de História sabe que nuvens negras se aproximam e tempos ruins serão uma constante na vida do trabalhador brasileiro. Como já era previsto, o PATO será pago por nós, enquanto a FIESP não pagou o pato e nem seus impostos.
Roniere D Feitosa 22/07/2016 16:09
Olha o FMI de volta ai gente....
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