IPCA 22/07/2016

Prévia da inflação de Fortaleza registra variação de 0,64%

Inflação se mantém em alta principalmente por causa dos preços do feijão e do arroz. A Capital continua com índice inflacionário mais alto do País
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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em Fortaleza variou em 0,64%, mais do que em junho, quando a taxa ficou em 0,48%. Com este resultado, o acumulado no ano está em 6,39% e 10,52%, considerando os últimos 12 meses. A capital do Ceará continua com índice inflacionário acumulado mais altos do País.


Nessa prévia do IPCA de julho, o feijão carioca, cujos preços subiram, em média, 58,06%, foi o item que exerceu maior pressão sobre o índice do mês. O quilo do produto ficou 60,63% mais caro em Fortaleza. Também subiram o arroz (6,67%) e leite longa vida (4,16%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem os resultados, o grupo alimentação e bebidas registrou a mais elevada variação para os meses de julho, desde 2008.


O professor de Economia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Allisson Martins, observa que a inflação em Fortaleza, assim como em nível nacional, foi impactada especialmente pela elevação de preços do feijão, que depois do tomate e da cebola, agora é o item que apresenta crescimento de preços mais acentuado. “Este é um item de difícil substituição, em razão do hábito alimentar das famílias”, comenta.


Na análise do professor, é uma espécie de “soluço inflacionário”. “Acredito na continuidade da trajetória de queda da inflação nos próximos meses, principalmente por ser pressionada para baixo em razão da fraca atividade econômica”, diz.


O analista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Daniel Suliano, diz que a inflação manteve-se acima do esperado em decorrência do aumento de preço dos alimentos, componentes de enorme peso no índice.


O IPCA-15 é medido por técnicos do IBGE em visitas a supermercados e a estabelecimentos comerciais, em pesquisas realizadas entre 15 de junho e 13 de julho. Os produtos que compõem o indicador se referem a uma cesta de consumo de famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.


Nordeste

A cesta básica da Região Nordeste registrou aumento de 3,5% em junho ante mês anterior, chegando a R$ 373,23. A variação superou a média nacional para o período (3,3%), ultrapassando também as altas apuradas nas cestas básicas do Sudeste (3,2%) e Norte (1,6%).

 

De acordo com Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), que realiza estudo com base em dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ante maio, o valor da cesta subiu em todas as capitais pesquisadas do Nordeste.


O aumento deveu-se principalmente ao crescimento de 60,7% no preço do feijão (peso de 12,7% na cesta mensal); de 8,7% no valor da manteiga (peso de 6,3%) e de 6,9% no custo do leite (peso de 6,1). De forma inversa houve queda de 14,3% no preço do tomate (peso de 10,3% na cesta mensal), 1,8% no custo da carne (peso de 27,3%) e 2,8% no preço da banana (peso de 11,0%).

 

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