Copom 21/07/2016

Nova diretoria do BC mantém juros em 14,25% ao ano

Selic está estacionada há um ano. Primeira reunião de Ilan Goldfajn, à frente do BC, teve decisão unânime
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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, durante a quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom)


Pela oitava vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Essa foi a primeira reunião do Copom comandada pelo novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve ontem a taxa Selic em 14,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa ficará inalterada até o fim do ano.


 

Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Em comunicado, o Copom informou que as projeções para a inflação estão em queda. No entanto, o órgão aponta riscos de curto prazo, como a persistência nas elevações nos preços de alimentos, incertezas quanto à aprovação e à implementação dos ajustes necessários na economia e a indexação da economia, com a inflação passada alimentando a futura caso os índices de preços permaneçam altos e acima da meta. Tais fatores, segundo o Copom, levaram à manutenção da taxa Selic.


Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 8,84% nos 12 meses encerrados em junho, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.


No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2016 em 6,9%. O mercado está mais pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA fechará o ano em 7,26%.


Apesar da queda do dólar, o impacto de preços administrados, como a elevação da conta de água em várias capitais, tem contribuído para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. Nos próximos meses, a expectativa é que a inflação desacelere por causa do agravamento da crise econômica.


Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,25% do PIB em 2016.

 

> TAGS: economia
espaço do leitor
Hilario Torquato 21/07/2016 09:43
Como se pode combater a inflação com juros tão elevados e permissibilidade para que os bancos possam cobrar até 200% ao mes? Só quem se dar bem são os banqueiros! Produção e Produtores tem que ficar inertes e a inflação comendo solta a arrecadação caindo.
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