TERCEIRO MÊS CONSECUTIVO 16/07/2016

Cresce confiança do setor industrial

Divulgado pela CNI, índice apresentou alta de 1,6 ponto em julho. Nordeste chegou a 49,1 pontos. Expectativa é que, no Ceará, indústria caminhe para a estabilidade ainda em 2016
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Átila Varela atilasantos@opovo.com.br
DIVULGAÇÃO
Segundo semestre é tradicionalmente mais favorável à indústria. Expectativa é que a indústria no Ceará tenha recuperação mais rápida do que a nacional

 

A confiança dos empresários industriais cresceu em julho, revela pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de confiança do setor ficou em 47,3 pontos neste mês, o que representa alta de 1,6 ponto em relação a junho.


É o terceiro mês consecutivo em que o indicador cresce, acumulando aumento de 10,5 pontos. Além disso, na comparação com julho de 2015, a confiança dos empresários da indústria cresceu 10,1 pontos. Apesar do desempenho, o índice segue abaixo da linha divisória de 50 pontos. A região Norte lidera o ranking no País, com 49,3 pontos, seguido do Nordeste 49,1 pontos. O Sudeste segue na última posição da confiança, com 45 pontos.


As perspectivas dos empresários para os próximos seis meses melhoraram. O indicador de expectativas em relação à situação das empresas e à economia subiu de 51,1 pontos, em junho, para 52,3 pontos em julho. A CNI considerou positivo o indicador ficar acima dos 50 pontos, já que, em julho de 2015, ele registrava 42 pontos.


Para o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a recuperação da confiança dos empresários é “condição fundamental, mas insuficiente para reativação da atividade”.


Segundo Castelo Branco, “é preciso criar condições para que as expectativas se materializem na vida real”. Ele defendeu ajuste fiscal, reforma da Previdência, melhora no acesso ao crédito e maior prazo no recolhimento de impostos, com adequação dos tributos ao calendário de recebimento da indústria.


Política

O aumento da confiança do empresário é alavancado também pela chegada do segundo semestre. Tradicionalmente, o período é considerado favorável ao aumento da expectativa do empresário da indústria com relação à produção dos últimos meses do ano. Assim avalia Aluísio Ramalho Filho, presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC). Ele também ressalta que a melhora do quadro político contribuiu para um cenário menos incerto à indústria.

 

“É um movimento natural que vem de anos anteriores. E medidas tomadas pela equipe econômica do atual governo também favoreceram esse clima de otimismo. Elas serão necessárias para que a indústria consiga ter fôlego para compensar o período de dificuldades”, afirmou.


O otimismo da indústria nacional deve ter ritmo semelhante no Ceará. A perspectiva é que o setor caminhe para a estabilidade ainda em 2016. “Acredito que a indústria do Ceará terá uma recuperação mais rápida que a nacional. Os números do ano apontam para isso. A intensidade da nossa queda tem diminuído nos últimos três meses”, ressaltou Guilherme Muchale, economista da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).


Aposta também que o primeiro trimestre de 2017 será melhor que o desde ano. “Temos um cenário de maior confiança governamental. Temos sinais de que a indústria caminha para o fim da recessão”. (Com agências)

 

NÚMEROS

 

35

pontos

foi o menor número que o índice atingiu na série iniciada em 2012

 

Saiba mais


Retomada

Em novembro de 2015, o índice de confiança da indústria havia chegado no nível mais baixo da série desde 2012: 35 pontos. A retomada se deu a partir de março deste ano, quando o indicador chegou a 36,8 pontos.

Setores

Os segmentos da indústria que tiveram maior confiança em julho foram o setor de transformação e extrativista, ambos com 48 pontos. A indústria da construção apresentou 44,4 pontos. No comparativo entre portes das empresas, as grandes companhias lideram com 48,8 pontos, seguidas das médias empresas 46,7 pontos e pequenas (44,7 pontos).

Perfil

Para amostra, foram consultadas 3.197 empresas, sendo 1.255 de pequeno porte, 1.216 de médio porte e 726 de grande porte.

 

> TAGS: economia
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