Petrobras 15/07/2016

Vendas de ativos no Ceará afetará 780 empregos

Os campos de exploração em Icapuí e quatro em Paracuru, município com nove plataforma estão autorizados a paralisar as atividades. Estimativa é que 60% da arrecadação desses municípios seja impactada
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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
FCO FONTENELE
Plataforma de extração de petróleo da Petrobras em Paracuru. Quatro das nove plataformas do município devem ser paralisadas


A venda dos ativos da Petrobras no Ceará para a iniciativa privada afeta 780 empregos no Estado. Isso porque, enquanto não fecha negócio, a estatal está autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) a interromper a produção de 25 plataformas de petróleo em cinco estados, incluindo o Ceará, por um período que poderá durar até um ano. Conforme a ata da reunião da ANP, a interrupção deverá ser encerrada caso o processo de cessão de direitos não tenha sucesso.


Caso a Petrobras não consiga vender as áreas e constate a inviabilidade econômica da produção, a ANP determina que o fim dos contratos deve ser antecipado. As unidades a serem paralisadas contemplam 24 campos maduros, com 11 deles sendo em terra.


No Ceará, serão afetados cinco campos de exploração em produção. Um em Icapuí, com a Fazenda Belém, e quatro em Paracuru, município com nove plataformas. O Campo de Atum possui três plataformas, o de Xeréu três, de Curimã duas e o de Espada uma, com média de produção diária de seis mil barris. Os campos terrestres de Fazenda Belém produzem em média de 1,8 mil barris por dia.


Em Paracuru, o número de trabalhadores gira em torno dos 350, com 120 empregados próprios e cerca de 230 terceirizados. Em Icapuí são 180 empregos diretos e cerca de 250 indiretos. Além disso, existe a estimativa de que a exploração desses campos contribua com cerca de 60% da arrecadação desses municípios.


Greve

A venda dos campos terrestres do Nordeste e dos ativos em águas rasas no Ceará e em Sergipe foi anunciada pela Petrobras neste ano. Para o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro), a decisão da direção da estatal em seguir com as privatizações impactará a economia dos estados do Nordeste, gerando desemprego e precarizando as condições de segurança na exploração de petróleo.

 

Em protesto, o sindicato informa que realizará assembleias para deliberar greve em todo o Nordeste “nos próximos dias”. “A Petrobras se destaca entre todas as empresas do mundo demonstrando plenas condições de superar as adversidades do cenário internacional na exploração de petróleo. Isso justifica a pressa das multinacionais em desmontar a Petrobras”, diz o sindicato em nota enviada ao O POVO.


Até o fechamento desta edição a Petrobras não respondeu aos emails da reportagem.

 

> TAGS: economia
espaço do leitor
Mário 19/07/2016 16:33
Existem mais funcionarios no ativo e o jornal está equivocado a esses numeros.
França Junior Sanara 16/07/2016 16:36
*O que temos a dizer para os trabalhadores que serão dispensados e as suas famílias???
França Junior Sanara 16/07/2016 15:55
O que temo a dizer para os trabalhadores que serão dispensados e as suas famílias???
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