Menor desde 2014 14/07/2016

Endividamento cai quase 10 pontos em Fortaleza

Apesar da queda do endividamento, comprometimento da renda cresce e preocupa. Dados são da Fecomércio
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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br


A Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada ontem, mostra que 64,0% dos consumidores da capital possuem algum tipo de dívida. O resultado veio 9,8 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de junho (73,8%), sendo o melhor apurado desde novembro de 2014, quando a taxa geral de endividamento foi de 58,4%.


 

Em direção contrária, o comprometimento da renda aumentou 3,9 pontos, ficando em 39,7%, piorando a qualidade do crédito. O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.438 e o prazo médio é de sete meses. O diretor Técnico do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), Alex Araújo, destaca que há dois anos o comprometimento da renda era de 30%. Explica que isso preocupa porque, apesar do esforço para reduzir a dívida, os consumidores com renda mais baixa não têm êxito.


Adianta que a dificuldade vem da combinação de fatores. Além do endividamento tem a inflação, com peso grande para quem tem renda baixa, e a restrição do mercado de trabalho prejudicando o controle do orçamento.


De acordo com a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (26,1% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (28,0%) e com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,8%).


O tempo médio de atraso é de 66 dias. A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 62,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado, revela a pesquisa, é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades (31,0%), seguido da contestação da dívida (8,1%).


Instrumentos

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 81,1% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%; os empréstimos pessoais, com 9,2%; e os carnês e crediários (8,0%).

 

Alex reforça que as pessoas devem ter cautela e que o ambiente de recessão com inflação alta é nocivo para toda a economia, inclusive para o crédito. “Devem ter cuidado especialmente com os juros do cartão de crédito e do cheque especial, para não perder o equilíbrio”, completa, ressaltando que já está endividado é interessante buscar uma renegociação da dívida para uma condição adequada ao momento atual.

 

Saiba mais


Inadimplência

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar os pagamentos, teve aumento de 2 pontos percentuais.

Passou de 9,8%, em junho, para 11,8%, neste mês.


Mais alto

Conforme o IPDC, o percentual atingiu o patamar mais alto da série histórica, iniciada em 2010, quando a atual metodologia foi adotada.

Perfil

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 12,3%), com idade entre 25 e 34 anos (14,4%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (12,2%).

Amostra

A pesquisa ouviu 1.762.994 consumidores, com erro amostral máximo de 3,3%.

 

espaço do leitor
Hilario Torquato 14/07/2016 10:07
SERÁ eu caiu mesmo ou não tem mais lugar para colocar? O SPC e o SERASA, estão cheios, os caminhos foram ladrilhados com pedrinhas de brilhantes. Os Juros exorbitantes, a Usura em pleno vapor, e a Justiça cega como lhe convém. Então haja especulação.
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