Fundo fiscal do estado 12/07/2016

Alta de imposto desagrada indústria

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MAURI MELO
Beto Studart pede contrapartida ao Governo do Estado

 

A redução de 10% dos benefícios fiscais no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedidos à indústria e a criação do Fundo de Estabilização Fiscal( FEF) desagradaram o setor no Ceará. Beto Studart, presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), compreende que os industriais não esperavam a atitude, mas pondera a necessidade da medida no momento.

 

“Os industriais de modo geral não queriam isso. Mas vivemos um momento de crise hídrica. Isso faz com que as empresas participem desse esforço de governo no sentido de dar manutenção dos investimentos do Estado”, destacou. Na semana passada, durante a 161ª Reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Governo anunciou a redução de 10% dos incentivos para a indústria e o comércio a partir de agosto e a criação do FEF. O imposto pago deverá durar 24 meses.


No entanto, foram feitas reivindicações para contrabalancear as medidas de austeridade do Executivo estadual. Empresas que possuem um faturamento de R$ 1 milhão por mês - até R$ 15 milhões por ano - ficariam fora do FEF. As indústrias com mais recursos sairiam aos poucos, dada a recuperação da atividade econômica. “Se depender do nível de reativação da atividade econômica, a partir do momento que arrecadarem mais, elas vão proporcionalmente saindo da obrigatoriedade”, destacou Beto Studart.


Outros pedidos também serão estudados pelo Governo do Estado. Um deles diz respeito à prorrogação dos incentivos após os dois anos de redução. “Pedimos que ele (governador) criasse uma prorrogação por mais quatro anos. Se cria um fundo por dois anos, que nos compense com mais quatro. O governador ficou de estudar essa possibilidade”. (Átila Varela)

 

> TAGS: economia
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