IPCA 09/07/2016

Apesar de desacelerar, inflação de Fortaleza é a maior do País

No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, a RMF tem os índices mais altos
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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de junho mostra que a inflação desacelerou em Fortaleza. A variação de 0,32% ficou entre as mais baixas do País e abaixo da média nacional de 0,35%. Mas o resultado positivo para por aí porque a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ainda detém as maiores taxas inflacionárias do País, de janeiro a junho (5,41%) e no acumulado dos últimos 12 meses (10,37%), entre as 13 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No País, o índice ficou em 0,35% em junho, com 4,42% no ano e 8,84% em 12 meses.


O professor de Economia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Allisson Martins, avalia que apesar de permanecer alta nesses dois períodos acumulados, o índice de junho traz duas boas notícias. “Apesar de estarmos ‘na crista da onda’ da inflação no Brasil, entramos em trajetória de queda do processo inflacionário. Olhando no horizonte, a “Onda Inflacionaria” começa a perder força”.


Acrescenta que outra questão é que, depois de apresentar índices mensais por três meses seguidos superiores a todas as cidades pesquisadas pelo IBGE no Brasil, a RMF consegue “empatar o jogo”, especialmente com as cidades do Nordeste, Recife e Salvador. “Isso mostra uma dinâmica de arrefecimento da elevação do nível de preços”, destaca.


Já o economista Vitor Leitão ressalta que a desaceleração da inflação foi generalizada. “A região metropolitana de Goiânia foi a única que apresentou resultado superior ao do mês passado”, diz, acrescentando que apenas o feijão e o leite foram responsáveis por 60% do IPCA de junho. Adianta que o resultado já era esperado pelo mercado e deve seguir desacelerando até o final do ano.


Feijões

A gerente de pesquisa do IBGE, Irene Machado, explica que também em Fortaleza os feijões foram os vilões da inflação. O feijão carioca subiu 52,21% de maio para junho e nos últimos 12 meses sofreu variação de 122,75%. Os outros tipos mulatinho e fradinho (macassar) registram altas de 22,83% e 13,42%, respectivamente, em junho. Outras contribuições vieram do leite longa vida (2,22%), do alho (13,05%), gasolina (3,15%) e etanol (1,42%).

 

Mas o índice foi puxado para baixo com queda de preço das carnes (-3,06%), frango inteiro (-5,85%), frutas (-3,73%), cenoura (24,45%), cebola (24,91%), tomate (-5,96%). Além do açúcar refinado (-1,92%) e passagem aérea (-6,18%). O analista do Instituto de Pequisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Daniel Suliano, observa que apesar disso, observa que a inflação regional está cedendo, embora ainda contenha forte componente inercial de períodos anteriores.

 

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